LULA E MOISÉS: QUEM DIRIA?
O vereador Moisés Lazarini (PL) deu um nó na cabeça da militância ao admitir que os decretos de Lula da Silva (PT) para o saneamento foram bons. Crítico feroz da esquerda, Moisés reconheceu que o governo federal escancarou as portas para os investimentos de que os municípios tanto precisam. No fim, o pragmatismo venceu a ideologia: o importante é tirar o povo da lama, ou melhor, do esgoto.
TEATRO DAS TESOURAS
No rádio, Lazarini resgatou o conceito do Teatro das Tesouras para explicar a política brasileira. Segundo ele, a briga entre o PT e a antiga oposição foi, por décadas, pura coreografia de bastidor. O vereador, que já foi “cipeiro” e trabalhou na roça, avisou que não cai em encenação: quer ver é o resultado chegando na ponta para o trabalhador que paga a conta.
SÃO CARLOS NO UNIVERSALIZASP
Sobre a polêmica do saneamento, Moisés foi direto: a cidade não pode se dar ao luxo de rasgar dinheiro. Mesmo com o SAAE no azul, o vereador vê no programa estadual a saída para construir novos poços e evitar torneiras secas no calor intenso. Para ele, se o recurso garante o banho do cidadão, a cor da bandeira de quem assina o decreto fica em segundo plano.
PRAGMATISMO NO SANEAMENTO
A entrevista na São Carlos FM terminou com uma confissão rara: um liberal convicto elogiando uma medida do atual governo federal. Moisés defendeu que a universalização é o caminho para estados carentes saírem do atraso e terem dignidade básica. Pelo visto, quando o assunto é tratamento de esgoto, até os rivais mais ferrenhos concordam que não dá para deixar o país parado na merda.
O BOLSONARO DE VERDADE
Enquanto uma legião de “primos” e “afilhados” brota em cada esquina eleitoral, em visita à São Carlos FM, o Capitão Mosart Bolsonaro avisou que o sangue ali é B de berço. Cunhado de Renato Bolsonaro e assessor de confiança por décadas, ele desembarca em São Paulo com uma missão dada pelo próprio “00”: separar o joio do trigo e dar um basta nos “picaretas” que usam o sobrenome alheio para faturar votos.
FLÁVIO É O NOME
Para quem ainda sonhava com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nas urnas, o Capitão Mosart deu o veredito: Flávio Bolsonaro é o herdeiro oficial. Segundo o capitão, o senador está um degrau acima na articulação política e já prepara o terreno para 2026. Pelo visto, a estratégia do PL é apostar na experiência de quem já conhece as curvas de Brasília e os idiomas do poder.
O ARQUIVO SECRETO DO CAPITÃO
Mosart Bolsonaro guarda em casa um tesouro que faria qualquer marqueteiro perder o sono: 14 fitas VHS com a vida cotidiana de Jair Bolsonaro. O material, que registra desde churrascos em família até viagens solitárias pelo interior, pode virar livro em breve. Se o capitão decidir digitalizar o acervo, teremos o Bolsonaro sem filtro, direto do túnel do tempo, muito antes de a caneta Bic virar símbolo nacional.
PENTE-FINO NO PL
O Capitão Mosart não veio a São Paulo apenas para pedir votos, mas para atuar como o olho clínico do presidente no partido. Ele avisa que conhece bem quem estava com o homem na hora do aperto e quem só apareceu para a foto. No PL de Valdemar Costa Neto, a ordem é clara: quem traiu ou usou o nome em vão vai sentir o peso do troco na hora de montar a legenda.
SAUDADE DA ATHENAS PAULISTA
O clamor contra o atual transporte coletivo em São Carlos atingiu um nível nostálgico: tem passageiro suspirando pela antiga Athenas Paulista. O povo queria ônibus com ar-condicionado, Wi-Fi e carregador de celular, mas recebeu um festival de atrasos que faz qualquer um preferir o calor de antigamente à espera infinita no ponto. Pelo visto, a tecnologia embarcada não compensa o relógio que não anda.
MODERNIDADE QUE NÃO CHEGA
A promessa de um transporte digno de primeiro mundo em São Carlos parece ter ficado no papel ou perdida em algum congestionamento. De que adianta ter entrada USB para carregar o celular se a bateria acaba antes de o ônibus passar? A indignação é geral e mostra que, para o trabalhador, o luxo maior ainda é conseguir chegar ao destino no horário combinado.
IBATÉ: ANIVERSÁRIO “SIMPRÃO”
A Prefeitura soltou o cronograma dos 133 anos, mas a festa na Pirâmide está mais para um bolinho com guaraná. Com balões e banda local, a programação é honesta, porém econômica. Para uma cidade histórica, o parabéns oficial ficou devendo o impacto de um evento de respeito.
CÉU CINZA EM IBATÉ
A aposta para o aniversário era o balonismo, mas, nos bastidores, o comentário é que nem os balões devem ganhar as alturas. Se a proibição de voo se confirmar, o céu de Ibaté ficará tão parado quanto o cronograma das festividades. O evento corre o risco de virar apenas uma reunião em volta da Pirâmide para ver balão amarrado no chão. Ibaté merecia um presente que, de fato, saísse do papel.
OLHO VIVO NAS NOTAS
A festa de 133 anos mal começou e já tem gente de lupa na mão. O plano é esperar o último balão ir embora para exigir cada nota fiscal e comprovante de pagamento. Mesmo com o evento “simprão”, a oposição quer um pente-fino para garantir que o dinheiro público não tenha voado para longe demais.








