NETTO SAI FORTALECIDO
Em entrevista à São Carlos FM, o marqueteiro político Moisés Rocha avaliou que Netto Donato (PP) saiu fortalecido das eleições de 2026. Segundo ele, o prefeito conseguiu preservar a base política, ampliar relações e demonstrar força na votação dos candidatos apoiados.
ELEITOR VOTA EM PAUTAS
Para Moisés, uma das principais mensagens das urnas foi a força das pautas ideológicas e de valores. Segundo ele, muitos eleitores estão escolhendo candidatos que representam aquilo em que acreditam, deixando em segundo plano o tradicional discurso de “trazer recursos para a cidade”.
2028 JÁ NO RADAR
Ao projetar a próxima eleição municipal, Moisés afirmou que Netto tende a chegar competitivo para buscar a reeleição, desde que mantenha sua coalizão política. Do outro lado, avaliou que a esquerda segue forte em São Carlos, mas terá que administrar suas próprias divisões.
ELEIÇÃO NACIONAL EM ABERTO
Sobre o segundo turno presidencial, Moisés afirmou que considera a disputa ainda indefinida. Na avaliação dele, tanto Lula (PT) quanto Flávio Bolsonaro (PL) têm espaço para crescer, e o resultado dependerá da capacidade de cada campo de reconquistar eleitores e ampliar alianças.
SELO PRATA
Lucão Fernandes (PP) destacou que a Ouvidoria da Câmara recebeu o selo prata do Tribunal de Contas do Estado. Para o presidente, o reconhecimento demonstra avanço na transparência e no relacionamento do Legislativo com a população.
ESCOLAS NA LUPA
Ronaldo Mota (PSOL) afirmou que a bancada da Educação já visitou 62 das 63 escolas municipais. O vereador relatou desânimo entre profissionais e apontou problemas em prédios novos e imóveis públicos que, segundo ele, estão abandonados.
ZANCHETTA COM MAIS DE 10 MIL
Bruno Zanchetta (Republicanos) comemorou a votação obtida em sua primeira disputa para deputado federal. Com mais de 10 mil votos e na condição de suplente, afirmou que o resultado mostra que São Carlos ainda pode voltar a conquistar representação própria em Brasília.
ABSTENÇÃO CHAMOU ATENÇÃO
Capitão André (PL) destacou o elevado número de eleitores que não participaram efetivamente da votação em São Carlos. Para ele, a abstenção também precisa entrar na reflexão sobre a falta de representantes locais na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.
“MENININHO, FICA NA SUA”
Gustavo Pozzi (PP) terminou sua fala mandando um recado direto a um secretário municipal, cujo nome preferiu não revelar. Disse ter sido desrespeitado e cobrou que o governo não “passe pano” para o episódio. O aviso terminou sem rodeios: “O menininho fica na sua”.
DÉ ALVIM FAZ AS CONTAS
Dé Alvim (Solidariedade) lamentou mais uma eleição sem deputado de São Carlos e comemorou os quase 6 mil votos recebidos. Segundo ele, a cidade precisa refletir sobre como transformar seu grande eleitorado em representação política efetiva.
ELEITOR NA MIRA
Edson Ferraz (MDB) foi direto ao analisar o resultado das urnas e colocou parte da responsabilidade na escolha da população. Disse que os eleitores “optaram por não ter deputado” e lamentou que candidatos de fora tenham recebido milhares de votos, enquanto nomes locais ficaram pelo caminho. A pergunta que fica é: faltou consciência ao eleitor ou faltou aos candidatos locais representar aquilo que o eleitor realmente queria?
CULPA DO ELEITOR?
Alguns discursos na Câmara, ontem, passaram perto de colocar nas costas do eleitor a responsabilidade por São Carlos não ter elegido deputados. Democracia funciona ao contrário: candidato apresenta trabalho, proposta e identidade, e o eleitor decide se aquilo o representa ou não.
QUEM ERROU A CONTA?
Antes de cobrar “consciência” da população, talvez seja hora de a classe política olhar para o próprio desempenho. Afinal, será que os eleitores erraram ou foram os candidatos que não conseguiram representar a vontade dos são-carlenses? Perguntar não ofende!
AUTOCRÍTICA TAMBÉM FAZ PARTE
Raquel Auxiliadora (PT) foi na direção oposta ao afirmar que não se pode culpar o eleitor. Para ela, não basta dizer que existem candidatos demais: a própria classe política precisa perguntar por que não consegue conquistar a confiança do eleitor. Urna não dá bronca: dá recado. E, às vezes, o mais difícil é saber ouvi-lo. Fica a dica, senhores políticos!








