PLANO DIRETOR NO AR
João Muller e Agnaldo Spaziani, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, participaram da entrevista na São Carlos FM, nesta quarta-feira, para falar da audiência do Plano Diretor realizada ontem. O tema foi mobilidade urbana e infraestrutura. Traduzindo: rua, água, esgoto, drenagem, ciclovia e tudo aquilo que só lembram que existe quando dá trânsito, barro ou enchente.
AUDIÊNCIA COM QUÓRUM
Agnaldo destacou que a primeira audiência de retorno teve mais de 250 pessoas, e a expectativa era manter o ritmo no encontro de ontem. Nada mal para um tema que, normalmente, assusta mais que boleto de IPTU. Pelo jeito, o Plano Diretor saiu do modo “documento de gaveta” e começou a puxar cadeira para a população se sentar e opinar.
CICLOVIA QUE SE ENCONTRA
Entre as propostas, Muller e Agnaldo falaram da ideia de conectar ciclovias que hoje estão espalhadas pela cidade. Faz sentido: ciclovia sem ligação é quase roteiro de novela sem final. O ciclista começa animado, pedala dois quarteirões e depois precisa negociar espaço com carro, buraco e buzina.
CENTRO SEM MILAGRE
Muller admitiu que o trânsito de São Carlos é caótico e explicou que soluções como semáforos inteligentes, mudanças de sentido e restrição de estacionamento podem ajudar. Ou seja: não dá para alargar a Episcopal no grito nem derrubar meia cidade no martelo. Vai ter que ser no planejamento e na paciência do motorista.
PRÓXIMA PARADA
Depois da audiência de ontem, a próxima etapa será no dia 26 de agosto, na AEASC, a Associação dos Engenheiros, com o tema meio ambiente. Quem vive reclamando da cidade tem aí uma chance de reclamar com endereço, horário e ata. Depois não vale dizer que ninguém chamou.
RAIO-X DA COERÊNCIA
O assunto do dia, ontem, foi o levantamento da coluna sobre onde estudam os filhos dos políticos de São Carlos: escola pública ou particular. A ideia não é expor ninguém, muito menos crianças ou adolescentes, mas medir a distância entre o discurso e a matrícula. Porque defender a rede pública no microfone é fácil; confiar nela dentro de casa já é prova com nota no boletim.
SAÚDE NO ESPELHO
O jornalista Paulo Melo também levantou outra pergunta daquelas que fazem a cadeira ranger: quando os políticos de São Carlos têm problema de saúde, procuram a rede pública ou correm para a privada? Perguntar não ofende. Mas, se o discurso é defender o SUS e a prática é buscar atalho no convênio, a coerência já chega à recepção pedindo senha preferencial.
EINSTEIN MUNICIPAL?
Será que, na hora do aperto, alguns políticos locais fazem como grandes nomes da política nacional e procuram hospital de ponta, enquanto o povo encara fila, regulação e espera? A coluna quer saber. Porque, em política, tem gente que elogia o sistema público com entusiasmo, mas, quando a febre sobe, parece que o termômetro aponta direto para a rede particular.
PROTEÇÃO SOCIAL
O Diário Oficial trouxe a nomeação de Juliana de Araújo Silva Nasser para o comando do Departamento de Proteção Social Especial, na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania. Mais uma peça no tabuleiro do governo Netto Donato. Pelo ritmo das portarias, a dança das cadeiras já está quase pedindo coreógrafo oficial.
BANCADA EM MUTIRÃO
Ronaldo Mota tomou posse como vereador pelo PSOL e chegou acompanhado de uma bancada coletiva focada na educação. A proposta é bonita: mandato compartilhado, fiscalização e participação popular. Agora vem a parte difícil: transformar reunião, discurso e grupo de trabalho em resultado concreto.
PALANQUE VARIADO
No evento de apresentação da candidatura de Edson Ferraz a deputado estadual, a cena chamou atenção: prefeito Netto Donato (PP) e vereador Djalma Nery (PSOL) no mesmo palanque. Vale lembrar que Djalma também está no jogo, como suplente de Marina Silva (Rede) ao Senado. Em política, às vezes o palanque fica tão eclético que parece festa de família: tem gente que não combina, mas aparece na foto.
CENAS DO MDB
Algumas cenas mostram a capacidade do MDB de dialogar com diferentes campos políticos. Netto Donato e Djalma Nery juntos, lado a lado, no mesmo evento, chamaram atenção e renderam comentários nos bastidores. Em tempos de tanta divisão, o partido mostrou habilidade para construir pontes e reunir lideranças em torno de um mesmo espaço político.
HUMILDADE PATRIMONIAL
Na matéria sobre o patrimônio declarado pelos candidatos, chamou atenção a modéstia de alguns postulantes. Tem político com mandato, cargo, trajetória longa e declaração de bens mais simples que lista de compra de fim de mês. A humildade é tanta que, se não fosse a urna, dava até vontade de fazer uma vaquinha.
HERDEIRA DECLARADA
Já Silvia Abravanel, a filha do saudoso Silvio Santos, candidata a deputada federal pelo PSD, declarou patrimônio de R$ 47,5 milhões. Enquanto alguns candidatos aparecem com bens quase franciscanos, Silvia chegou ao sistema eleitoral em outro auditório: com aplicação, apartamento e cifra de fazer muito postulante pedir música no programa do pai.








