COLUNA

TORPEDOS – 16/10/2025

VALORIZAÇÃO

Durante entrevista na São Carlos FM, o vereador ibateense e professor Hícaro Costa (PT) mostrou que falar de educação no Brasil é quase um ato de resistência. Lembrou que o piso salarial dos professores é ignorado por um terço das prefeituras e que, em muitas escolas, falta até lápis. A realidade é dura: o professor ensina com o coração e apaga com a borracha o descaso do poder público.

 

INCLUSÃO

Hícaro reconheceu os avanços na educação especial de Ibaté, mas foi direto ao ponto: ainda há um abismo entre o que está na lei e o que existe nas salas de aula. A cidade contratou 32 professores especializados, mas estrutura e acompanhamento continuam em falta. Inclusão no papel é fácil; o difícil é fazer caber na rotina escolar.

 

INDEPENDÊNCIA

O vereador deixou claro que é da base de Ronaldo Venturi, mas sem coleira. Disse que apoia o governo quando é bom para a cidade, mas critica quando precisa. Também recusou convite para assumir a Secretaria Municipal de Educação. Em tempos de carreirismo político, manter a autonomia virou raridade — e coragem.

 

REGIONALISMO

Encerrando a entrevista, Hícaro defendeu a união entre Ibaté, São Carlos e Araraquara. Segundo ele, se os políticos da região conversassem mais e competissem menos, sobrariam menos vaidades e mais investimentos. É a velha máxima: unidos seríamos fortes — mas parece que ainda falta combinar com os egos.

 

TRANSPORTE ESCOLAR

Motoristas de vans escolares de São Carlos escolheram o Dia dos Professores para dar uma aula prática de cidadania: protestaram em frente à Câmara pedindo o básico — segurança e sinalização nas escolas. O curioso é que, enquanto pedem faixas de pedestres, muitos tiveram de pintar as próprias. Educação no trânsito e tinta no bolso.

 

REUNIÃO

Após a manifestação em frente à Câmara, os motoristas decidiram descer até a Prefeitura para buscar uma conversa direta com o Executivo. Foram recebidos pelo vice-prefeito Roselei Françoso (MDB), que ouviu as demandas ao lado do secretário de Mobilidade Urbana, Michael Yabuki, e se comprometeu a iniciar visitas semanais às escolas para avaliar as condições de parada e segurança.

 

ESPERANÇA

Os profissionais deixaram o encontro esperançosos de que, desta vez, as reivindicações sejam colocadas em prática. Segundo o grupo, o diálogo foi positivo, mas o que todos aguardam agora é ver as melhorias saindo do papel — ou, neste caso, sendo pintadas no asfalto.

 

JULGAMENTO

O caso do atropelamento da triatleta Luísa Baptista volta ao centro das atenções com o júri popular de Nayn José Sales. Sete cidadãos comuns vão decidir se o motociclista é culpado por tentativa de homicídio. Justiça em duas rodas: de um lado, a atleta que sobreviveu a 28 cirurgias; do outro, um réu que alega ter cometido apenas uma infração de trânsito. Que a balança pese mais para o bom senso.

 

MILAGRE

Luísa Baptista chamou sua recuperação de “milagre” — e não é exagero. Depois de um acidente gravíssimo, a atleta voltou a pedalar, nadar e correr. Enquanto ela retoma o fôlego nas pistas, o sistema de trânsito brasileiro ainda tropeça na linha de largada da responsabilidade.

 

EXPECTATIVA

Até o fechamento desta edição, o júri que decide o caso do motociclista Nayn ainda não havia sido concluído. A sessão seguiu com a oitiva de testemunhas e os debates entre acusação e defesa, devendo o veredito ser anunciado nas próximas horas.

 

PRODUÇÃO

A Câmara Municipal viveu uma maratona legislativa digna de recorde. Foram aprovados dois projetos de lei em regime comum, 14 do Executivo e, de quebra, mais 17 em regime de urgência. Ainda sobrou fôlego para quatro moções e quatro requerimentos. Produtividade alta — resta saber se o conteúdo acompanha o volume.

 

CHUVAS

Com a volta das chuvas, surge a velha dúvida: a Prefeitura está preparada para enfrentar a temporada de buracos? Pelos que resistem nas ruas, parece que ainda falta equipe… Se o tempo fechar, é bom levar o guarda-chuva e o amortecedor.

 

ILUMINAÇÃO

O vereador Edson Ferraz (MDB) acendeu o alerta — ou tentou, já que as lâmpadas de LED andam apagadas em várias ruas e avenidas. A pergunta que não quer calar: a culpa é da CPFL ou da Prefeitura? Enquanto isso, o cidadão segue tateando no escuro, literalmente.

 

DE OLHO

Engana-se quem pensa que o vereador Elton Carvalho (republicanos) só aparece em casos de maus-tratos a animais. Desta vez, ele mirou na segurança urbana e pediu a demolição de um imóvel abandonado com risco de desabamento. Quando o perigo é grande, o instinto de proteção fala mais alto — até fora do canil.

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