BIRA E O RODEIO
Ubirajara Teixeira (Podemos) usou a tribuna, na sessão de ontem, para defender que o São Carlos Rodeio Fest movimentou a economia da cidade, citando hotéis lotados, ambulantes vendendo, aplicativos faturando e comércio aquecido. Foi quase prestação de contas com cheiro de poeira e som de berrante. Pelo jeito, Bira subiu à tribuna para dizer: “o rodeio não foi só festa, foi caixa registradora trabalhando até de madrugada”.
NO APOIO
Bruno Zancheta (Republicanos) parabenizou Bira pelo rodeio e destacou a geração de emprego, renda e oportunidade, falando em mais de 3 mil empregos diretos e indiretos. Em resumo: Bruno entrou no coro do “deu certo”. Na política, quando a arena lota e o comércio vende, até quem não usa chapéu começa a enxergar o rodeio com outros olhos.
QUER RECINTO
Edson Ferraz (MDB) elogiou Bira, mas já puxou a próxima cobrança: pediu estudos para São Carlos ter um recinto apropriado para grandes eventos. Segundo ele, o rodeio mostrou que a cidade comporta uma festa desse porte, mas precisa de estrutura definitiva. Ou seja: depois de lotar a arena, agora querem dar endereço fixo ao boi, ao show e aos grandes eventos.
REBATEU
Fernanda Castelano (PSOL) não deixou passar a fala, até irresponsável, do nobre colega Sérgio Rocha (PRD), que associou a Tusca a “maconheiros e baderneiros”. A vereadora demonstrou indignação e defendeu a importância das universidades e dos universitários para São Carlos. A cutucada foi direta: uma coisa é defender o rodeio; outra é tentar levantar uma festa derrubando outra no curral do discurso. Parabéns à vereadora!
E OS PROFESSORES
Gustavo Pozzi (PP) levou à tribuna uma demanda curiosa e justa: professores que também são pais querem poder participar das reuniões escolares dos próprios filhos, sem prejuízo funcional. Faz sentido. Professor passa o ano chamando pai para reunião, mas, quando vira pai, descobre que também precisa pedir autorização para sentar do outro lado da mesa.
SUBIU O TOM
Larissa Camargo (PCdoB) subiu o tom ao criticar uma formação da Secretaria de Educação que, segundo ela, teria misturado tema sensível, professores expostos e material ligado a candidato. A vereadora questionou se a gestão pública ainda acha que as pessoas não percebem esse tipo de manobra. A fala foi daquelas que fazem o plenário olhar para o teto e o jurídico pedir água.
CPFL ASSASSINA
Lineu Navarro (PT) mirou na CPFL e disse que a empresa estaria “assassinando” copas de árvores em São Carlos durante podas próximas à fiação. Também anunciou reunião pública para tratar do emaranhado de fios pela cidade. Quando vereador usa a palavra “assassinando” para falar de árvore, é sinal de que a poda deixou de ser jardinagem e virou caso de plenário, ou de Meio Ambiente.
INDIGNADA
Raquel Auxiliadora (PT) fez uma das falas mais duras da sessão sobre o HTPC da Educação. Segundo ela, professores foram convocados para uma formação importante, mas acabaram expostos a conteúdos sensíveis, relatos de mal-estar e até busca por atendimento hospitalar. Foi o tipo de cobrança que deixa uma pergunta no ar: quem cuida de quem educa?
ESTREOU COBRANDO
Ronaldo Mota (PSOL) estreou na tribuna já em modo fiscalização. Comentou o caso do HTPC, pediu apuração e depois falou da situação das escolas públicas, citando visita à Escola Renato Jensen, no Zavaglia, onde relatou problemas de estrutura. Chegou agora e já avisou: a bancada da educação não veio para fazer turismo parlamentar.
CAVALO NA CHUVA
Nos bastidores, dizem que Moisés Lazzarini (PL) anda ensaiando discurso de oposição ao governo Netto Donato (PP). O problema é que, sem a blindagem política do pastor Ismael Silva, o caminho pode ficar mais escorregadio que brete depois de chuva. Em política, ameaçar romper é fácil; difícil é descobrir se ainda tem tropa, sela e cavalo para seguir viagem.
PRATO SERVIDO
Moisés teria ficado sem força depois do rompimento com o pastor Ismael e agora tenta mostrar musculatura política. Só que tem gente lembrando que, quando ele mais precisou, o governo abriu espaço e entregou cargo. A política tem memória curta, mas os bastidores têm HD externo: guardam tudo, inclusive o cardápio de quem já foi servido.
NO RETROVISOR
Enquanto Moisés ameaça mudar de lado, Leandrinho Guerreiro (PL) apareceu animado, em vídeo, com a possibilidade de tentar recuperar o mandato na Câmara. E aí a pergunta fica no ar: se Leandrinho voltar, onde Moisés vai sentar? Porque, em política, cadeira é igual camarote cheio: quando um entra, alguém precisa levantar e sair.
ADESIVOS SUMIRAM
Após recomendação da Prefeitura, os cargos de confiança evitaram estacionar, nesta terça-feira, carros particulares com adesivos de candidato nos estacionamentos de prédios públicos. Pelo jeito, teve gente que entendeu o recado rapidinho. Em tempo de campanha, até vaga de estacionamento pode virar prova documental.
CARRO SEM SANTINHO
Os estacionamentos públicos amanheceram mais discretos. Nada de desfile de adesivo eleitoral em carro de servidor comissionado. A orientação foi clara: campanha é campanha, prédio público é prédio público. Quem quiser pedir voto, melhor procurar a rua certa e deixar o estacionamento fora do palanque.
PROPAGANDA TEM JUIZ
As regras da propaganda eleitoral são disciplinadas pela Lei nº 9.504/97 e pela Resolução TSE nº 23.610/2019. O poder de polícia sobre propaganda cabe à Justiça Eleitoral, por meio dos juízes eleitorais e juízes designados pelos tribunais regionais. Portanto, não adianta querer jogar tudo no colo da Prefeitura: propaganda irregular se resolve no caminho certo, e esse caminho passa pela Justiça Eleitoral.








