COLUNA

TORPEDOS – 20/11/2025

 

“A COR CHEGA PRIMEIRO” — E O RÁDIO SENTIU O IMPACTO

A manhã de quarta-feira começou tranquila, mas a frase da chefe de Seção de Políticas para Promoção da Igualdade Racial, Carmelita Maria da Silva, ecoou no estúdio e deixou todo mundo em silêncio. Na São Carlos FM, ela trouxe uma lembrança dura, vinda de décadas atrás, mostrando que o racismo não ficou no passado — só mudou de roupa.

 

CEMAC LOTADO E LÁGRIMAS LIVRES

Carmelita contou que, em alusão ao Dia da Consciência Negra, a apresentação da Família Silva no CEMAC foi tão forte que teve gente saindo para enxugar as lágrimas e voltando para tentar assistir. Produção inteira assinada por profissionais negros. Emocionou geral. O público aplaudiu, o chão tremeu e a mensagem ficou.

 

CENTRO AFRO EM ALTA

Ela também contou que o Centro Afro vive cheio, com agenda disputada e gente de toda a região querendo conhecer. Se tivesse campanha, precisava de senha igual show internacional. Prova de que representatividade não é moda — é necessidade.

 

RETORNO ÀS ORIGENS

Carmelita revelou que está na gaveta (e no coração) uma viagem histórica que vai refazer o caminho da diáspora africana: Santos, Rio, Salvador e, no fim, África. Não é turismo — é memória viva, cicatriz aberta e coragem de encarar o passado.

 

TODOS JUNTOS E MISTURADOS

A Marcha da Consciência Negra, nesta quinta-feira, sai do Centro Afro rumo ao Flor de Maio, carregada de simbolismo. E o recado final foi direto: “somos todos iguais — o que muda é só a melanina”. O problema é quando alguns insistem em não entender isso.

 

EXONERAÇÃO EM MASSA?

Parece que o prefeito Netto Donato (PP) mandou embora Paraná Filho (PP) e, segundo bastidores, todo o seu grupo político — um “apagão administrativo” que atingiu secretário e comissionados de uma vez só. Até agora, nenhuma explicação oficial saiu da Prefeitura e, até o fechamento desta coluna, o Diário Oficial também não tinha aparecido. A pergunta que ecoa pelos corredores permanece: o que, afinal, estourou?

 

ROMPIMENTO RELÂMPAGO

A paz selada entre Paraná e Netto durou menos que banho sem energia elétrica em dia frio. A promessa de reabrir o Restaurante Popular em dezembro — com ceia e tudo — virou fumaça. O secretário que “não voltaria mais para a Câmara” agora deve retornar exatamente para lá, no mais clássico “disse, desdisse e acabou dizendo”.

 

EFEITO DOMINÓ NO LEGISLATIVO

Com o retorno de Paraná para a Câmara, o suplente Paulo Vieira perde a cadeira e a base governista ganha um tempero extra de incerteza. Resta saber qual será o próximo movimento do ex-secretário e de seu grupo. Em São Carlos, a dança das cadeiras não acaba — só muda a música.

 

DIA SEM CARRO

O vereador Djalma Nery (PSOL) aprovou um projeto simples: incluir no calendário o Dia Municipal Sem Carro, igual ao que existe no mundo inteiro, para incentivar mobilidade sustentável. Mas bastou sair a chamada na imprensa para chover gente achando que ele queria proibir carro, lacrar garagens e obrigar todo mundo a ir trabalhar de patinete. Educação ambiental virou teoria da conspiração automotiva. Eita!

 

PPP DO LIXO EM 2008 ERA BOA

Ainda na sessão, Djalma apontou a incoerência na gritaria contra privatização e PPP. Afinal, quem assinou a PPP do lixo em 2008 agora diz que PPP é o fim do mundo. E quem votou a favor naquela época hoje finge que nem sabe o que significa sigla. A memória política de São Carlos, pelo visto, tem botão de delete automático.

 

A FAVOR ANTES, CONTRA DEPOIS — OU O CONTRÁRIO?

O recado foi duro: não dá para chamar o povo de imbecil. Se em 2008 PPP era modernização e agora virou pecado mortal, alguém precisa explicar qual foi o milagre da mudança de opinião. Ou é só conveniência política empurrada como discurso técnico para a torcida? A cutucada pegou — e doeu onde precisava.

 

NOVEMBRO: O MÊS DO DESCANSO

Com 14 dias de folga, novembro em São Carlos virou praticamente um spa municipal. Tanta emenda, feriado e fim de semana alongado que ficou difícil saber o que era expediente e o que era intervalo. Se produtividade fosse medida em cochilos, batíamos recorde histórico.

 

DIAS ÚTEIS? COITADOS…

Na Prefeitura foram só 16 dias de trabalho — e ainda teve gente reclamando. Os dias úteis andaram novembro inteiro de cabeça baixa, pedindo desculpa por existir. Entre aniversário da cidade, Consciência Negra e o clássico “emenda porque ninguém é de ferro”, a cidade quase instituiu o “mês municipal do descanso remunerado”.

 

BASTOU TORPEDOAR…

Bastou a coluna expor o ritual do atraso nos requerimentos de informação para a Prefeitura de Ibaté descobrir que responder rápido é possível. Foi só o Torpedos apontar a bronca para, como num passe de mágica, surgirem respostas que estavam “em análise” havia séculos. Nada como um empurrãozinho público para transformar burocracia em eficiência olímpica.

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