COLUNA

TORPEDOS – 24/10/2025

Foto: Paulo Melo/São Carlos FM

FEIRÃO NA PRAÇA

O Feirão Casa Paulista promete movimentar a Praça do Mercado Municipal até sábado. São 382 cheques-subsídio disponíveis para famílias com renda de até três salários mínimos. O clima é de esperança — e de simulações financeiras que lembram mais um jogo de paciência do que de sorte.

 

CASA, CHEQUE E TARCÍSIO

Durante a entrevista na São Carlos FM, o ex-prefeito Rômulo Rippa destacou o empenho do governador Tarcísio de Freitas e do secretário Marcelo Branco em ampliar o acesso à casa própria. Disse que o Estado já entregou 70 mil unidades e tem outras 120 mil em construção. Se continuar nesse ritmo, vai faltar fita pra cortar.

 

MARQUINHO OTIMISTA

O presidente da Prohab, Marquinho Amaral, trouxe números e bom humor. Contou que São Carlos tem 13.879 famílias na faixa 1 e reforçou que o feirão é a chance de trocar o aluguel pelo financiamento. E completou: “Mesmo quem acha que não consegue pode se surpreender”. O problema é convencer o aluguel a liberar o morador.

 

DEPUTADO À VISTA?

Nos bastidores, a frase que ficou no ar foi a de Marquinho Amaral, elogiando Rômulo Rippa e sugerindo o nome dele para deputado estadual da região. Se depender do entusiasmo da entrevista, o primeiro comitê já pode ser montado na Praça do Mercado — entre uma simulação e outra de financiamento.

 

BOMBA POLÍTICA

O possível retorno de Paraná Filho (PP) à Câmara caiu como uma bomba nos bastidores políticos de São Carlos. O vereador licenciado, que comanda a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Proteção Animal, disse que reassume o cargo em novembro. A base aliada já anda com o capacete na mão, porque quando Paraná fala, vem pedrada.

 

EFEITO COLATERAL

Se a volta se confirmar, quem deixa a cadeira é Paulo Vieira (PP), que voltará à suplência. Nos bastidores, o comentário é que o suplente já teria tentado contato com a gestão municipal para não ficar fora dos holofotes — e até comentado que o presidente Lucão Fernandes (PP) não teria vida fácil com o “Paranazinho” na Câmara. Eita!

 

DOIS CAMINHOS

Nos bastidores políticos circulam duas versões: uns dizem que Paraná volta para reforçar o time do prefeito Netto Donato (PP); outros juram que é para cutucar o governo, que teria fechado os Restaurantes Populares e apertado o orçamento da sua pasta. Se for isso mesmo, o cardápio da política local promete tempero forte — e indigestão garantida.

 

EVENTO LOTADO

O anúncio da parceria inédita entre a Prefeitura, USP e Fapesp atraiu uma plateia digna de congresso internacional. Mas o público mais animado era mesmo o dos cargos de confiança, que compareceram em peso — provavelmente para garantir que o ponto eletrônico marcasse “presente com ciência”.

 

CIÊNCIA EM HORÁRIO COMERCIAL

O auditório ficou cheio, mas a pergunta que ficou no ar foi outra: será que esse entusiasmo todo continua depois das 18h? Espera-se que o interesse pela gestão pública inteligente vá além do expediente… e não dependa do café da universidade para se manter ativo.

 

MC DE RESPEITO

O jornalista Fabinho Taconelli comandou o evento de ontem com categoria e simpatia. Mantém o roteiro na ponta da língua e o público na palma da mão. Tem mestre de cerimônias que lê o script — e tem o Fabinho, que faz o script querer ser lido por ele.

 

BATATA QUENTE

Chegou aos ouvidos da coluna que a batata do vereador Moisés Lazarine (PL) vai assar bonito na Comissão de Ética e Decoro da Câmara. Depois da declaração infeliz sobre “negros, pobres e favelados”, o forno político foi ligado — e, pelo jeito, sem timer pra desligar.

 

DISCURSO INDIGESTO

Dizem que a fala de Lazarine foi um daqueles casos em que o preconceito não precisa ser gritado — basta uma palavrinha pra mostrar tudo. Ao dizer que “nos bairros carentes também há pessoas sérias e idôneas”, o vereador conseguiu o feito de misturar racismo estrutural com elitismo de carteirinha. Se a intenção era defender valores, acabou revelando o valor real das palavras.

 

VISITA DE PESO

Os empresários argentinos Gustavo Crucianelli e Adrian Titarelli desembarcaram em São Carlos com o CEO do Grupo Piccin, Camilo Ramos, e foram recebidos com pompa e simpatia. A parceria entre a Crucianelli e a Piccin promete render bons frutos — e, quem sabe, um novo sotaque portenho nas rodas de chimarrão do agronegócio local.

 

INVESTIMENTO HERMANO

A Crucianelli, maior fabricante de plantadeiras da Argentina, escolheu São Carlos como destino certo para expandir os negócios no Brasil. Segundo Gustavo, “não vamos para outro lugar”. Sorte da cidade — e azar das concorrentes, que agora vão precisar semear muito pra alcançar o ritmo dos hermanos.

 

PLANTA CHEIA, CORAÇÃO TAMBÉM

O diretor Adrian Titarelli garantiu que a meta é deixar a planta de São Carlos igual à da Argentina, com 750 colaboradores. Se tudo der certo, a semente plantada hoje vai render colheita farta — e não só de empregos, mas também de manchetes.

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