TUSCA À VISTA, ANSIEDADE TAMBÉM
Hudson da Silva confessou que a equipe da Atlética CAASO já está em contagem regressiva e em “correria total”. E não é pra menos: ajudar na montagem da arena, escalar artistas, organizar jogos e ainda fingir que vai dar tempo de dormir exige nervos de aço e litros de energético. Se ansiedade fosse modalidade esportiva, o CAASO já levava ouro.
OPEN BAR DE SHOWS
Ana Castela, Seu Jorge, BaianaSystem, MC Hariel… o line-up do Tusca 2025 parece uma playlist de quem esqueceu o fone no modo aleatório. Mas a mistura funciona: de peão a indie, todo mundo dança igual depois da terceira latinha. E com 12 horas de open bar, o desafio é lembrar quem tocou.
CHINELO VOADOR E PATRIMÔNIO IMATERIAL
A famosa “chuva de chinelos” continua firme — e agora com status de patrimônio cultural imaterial de São Carlos. Em outras palavras, perder o chinelo no Tusca é um ato de tradição, quase cívico. Só falta a Prefeitura declarar feriado no dia seguinte pra quem não achar o par.
LOUNGE PRA QUEM PODE (E AGUENTA)
Com open bar premium, comida japonesa e até espaço de beleza, o novo Tusca Lounge promete conforto pra quem quer curtir sem pisar na lama. Só falta incluírem um fisioterapeuta pra ajudar quem exagerar na empolgação. Afinal, até pra descansar no Tusca é preciso preparo físico.
CÂMARA EM MODO SONECA?
Enquanto o funcionalismo descansava, os gabinetes da Câmara também tiveram uma pausa coletiva. Resultado: sessão adiada e vereadores em modo “descanso”. Ao menos ninguém pode reclamar de falta de sintonia entre Legislativo e Executivo — ambos pararam juntos.
ORDINÁRIA ADIADA
A sessão da Câmara, transferida para esta quarta (29), promete ser tudo, menos leve. Entre os temas: criação da Política Municipal de Atenção Integral às Pessoas com Obesidade, denominação de rua proposta e uma sequência de pedidos do Executivo para abertura de créditos adicionais. Ao que tudo indica, vai ter muito “suplementar” na ordem do dia.
ARTE ATRÁS DAS GRADES
Mesmo longe da vida pública, Leandro Guerreiro segue chamando atenção — agora com lápis e papel. O ex-vereador transformou o presídio de Jardinópolis em uma espécie de galeria alternativa, produzindo mais de 200 caricaturas que viraram febre entre os internos. De tanto desenhar parentes de outros presos, já tem fila de espera. No cárcere, a popularidade dele anda em alta — pelo menos no traço.
TECLADO, TRABALHO E XADREZ
Entre um turno de trabalho e outro, Guerreiro ainda arruma tempo para tocar teclado nas celebrações religiosas e disputar partidas de xadrez com os colegas. A rotina é regrada: das 8h às 16h no serviço, louvor à noite e xeque-mate nos intervalos. Parece que o ex-vereador aprendeu, da forma mais dura, que liberdade também pode ser uma questão de estratégia — e de disciplina.
PALCO GRANDE, PÚBLICO PEQUENO
A 1ª Virada Cultural de Ibaté teve estrutura de festival, mas plateia de ensaio geral. No sábado (25), o show gospel de Soraya Moraes reuniu um público tão modesto que, segundo comentários de bastidores, não encheria duas igrejas. Parece que o som era potente, mas o eco falou mais alto.
BARRAQUEIROS NO PREJUÍZO
Se no sábado o público foi tímido, no domingo ele praticamente desapareceu. Os barraqueiros, que se prepararam para um movimento intenso, acabaram voltando pra casa com estoque cheio e lucro vazio. Teve quem desmontou a barraca antes da hora — e quem já está na torcida para que o próximo evento venha com mais público e menos eco.
SUCESSO DE CRÍTICA (E DE CARGOS)
O grande momento da Virada Cultural de Ibaté foi, sem dúvida, a presença do escritor Ignácio de Loyola Brandão — esse, sim, lotou a Pirâmide da Mata do Alemão. Mas, segundo observadores mais atentos, boa parte da plateia tinha crachá: assessores, cargos de confiança e familiares de políticos marcaram presença em peso. Foi quase uma convenção literário-administrativa — com direito a aplausos e ponto facultativo disfarçado de cultura.
ANIVERSÁRIO SEM FESTA
Se Ibaté montou estrutura e teve pouco público, São Carlos parece ter escolhido o caminho oposto: nem estrutura, nem público. O aniversário da cidade, no dia 4 de novembro, deve passar em branco — sem shows, sem eventos e sem bolo pra cantar parabéns.
FERIADÃO, O ÚNICO EVENTO CONFIRMADO
Por enquanto, a única comemoração confirmada é o combo ponto facultativo na segunda (3) e feriado na terça (4). Ou seja, o presente para os servidores está garantido: quatro dias de descanso. Já a população, essa vai comemorar mesmo é o silêncio — e a folga.
GLAMOUR DE ESTACIONAMENTO
Ah, a casa de eventos mais comentada da região: onde o luxo começa no tapete vermelho e termina no areião do estacionamento. O preço pra deixar o carro é tão salgado que parece incluir o show inteiro. Já o retorno pra casa é um teste de fé e paciência: fila, buzina, confusão e um único funcionário tentando organizar o caos com o poder do aceno.
SHOW DE SAÍDA (OU DE DEMORA)
O espetáculo não acaba quando as luzes se apagam — ele continua na saída. Uma hora e meia pra conseguir sair do estacionamento, gente discutindo, motor esquentando e Uber desistindo. No fim, o verdadeiro sucesso da noite é de quem consegue chegar em casa antes do dia amanhecer. Eita!
