COLUNA

TORPEDOS – 29/05/2026

FAMÍLIA ACOLHEDORA

Durante entrevista na São Carlos FM, a secretária Gisele Santucci, a chefe da Seção de Alta Complexidade, Eliana Piasi, e a assistente social Débora Matico explicaram o serviço de Família Acolhedora em São Carlos. A ideia é simples e bonita: trocar o acolhimento coletivo pelo cuidado em família. É o tipo de política pública que não aparece em outdoor, mas muda vidas de verdade.

NÃO É ADOÇÃO

Um ponto ficou bem claro: Família Acolhedora não é atalho para adoção. A criança fica por um período provisório, enquanto a equipe trabalha o retorno à família de origem ou outro encaminhamento judicial. Ou seja: não é “peguei, gostei, fiquei”. Tem regra, acompanhamento e muito preparo emocional.

AFETO COM PRAZO

Débora explicou que o vínculo faz parte do desenvolvimento da criança, mesmo sendo temporário. A família acolhedora oferece carinho, rotina e segurança, sabendo que um dia pode haver despedida. O coração aperta, claro. Mas tem gesto de amor que não precisa ser para sempre para marcar uma vida inteira.

POUCAS FAMÍLIAS

São Carlos tem hoje apenas três famílias acolhedoras e uma em fase final de cadastro. Para um serviço que existe em lei desde 2013, é pouco. Às vezes, a política pública existe, mas fica mais escondida que documento em gaveta de repartição. Bora divulgar, gente!

GISELE FALOU POUCO

A secretária Gisele prometeu falar pouco e, segundo ela mesma, cumpriu a missão. As técnicas explicaram o serviço, tiraram dúvidas e mostraram que a rede precisa ser fortalecida. Foi quase um milagre radiofônico: a secretária segurou a fala e deixou a equipe brilhar.

BICO DOCE

Nos bastidores do governo municipal, um integrante do alto escalão ganhou apelido novo: “Bico Doce”. Dizem que o moço anda mais galanteador que beija-flor em jardim florido. Na política, tem gente que articula projeto, emenda e, pelo visto, até elogio ao pé do ouvido.

BEIJA-FLOR OFICIAL

O tal “Bico Doce” virou comentário nos corredores. Ninguém sabe se ele trabalha mais com agenda administrativa ou com polinização política. Só fica o aviso: em repartição pública, até beija-flor precisa tomar cuidado para não pousar na flor errada.

“FÉRIAS” SEM SALÁRIO

Um cargo de confiança do prefeito pediu afastamento sem remuneração e foi parar na Terra do Tio Sam. Até aí, direito dele. O problema foi postar foto em clima de deboche, como se estivesse mandando cartão-postal para o contribuinte. A internet viu, printou e não perdoou.

TURISMO E TRETA

A viagem poderia ter passado batida, mas o servidor resolveu entrar no grupo onde o assunto estava pegando fogo e foi discutir com o pessoal. Aí complicou. Porque, em rede social, quem está no exterior e entra em briga local corre o risco de transformar folga em sessão extraordinária.

POSTOU, AGUENTOU

Nos tempos atuais, cargo público, viagem e provocação formam uma mistura perigosa. Se postou, tem que aguentar comentário, crítica e cobrança. Afinal, quem vive de confiança política precisa lembrar que a confiança também tira férias… mas o print não.

MUDANÇAS

Isadora Perez Lima deixou a Secretaria Municipal Adjunta de Gestão de Pessoas e foi nomeada secretária municipal adjunta de Relações Legislativas. Pelo jeito, no governo, tem cadeira que gira mais que roleta de programa de auditório.

MUDANÇAS I

Ingrid Ienco Cazela, que já passou pelo SAAE e estava na Secretaria Municipal Adjunta de Relações Legislativas, agora foi nomeada Secretária Municipal Adjunta de Gestão de Pessoas. É o famoso troca-troca administrativo: muda a sala, muda a placa e segue o baile.

REUNIÃO

Na quarta-feira, no fim da tarde, o prefeito Netto Donato reuniu o secretariado no prédio do ONOVOLAB. Segundo informações de bastidores, teve gente que saiu de lá com a orelha mais quente que notebook sem ventilador. Pelo visto, a reunião não foi só cafezinho e foto.

ATLAS DA VIOLÊNCIA

O Estado de São Paulo aparece com 13 das 20 cidades mais seguras do Brasil, segundo o Atlas da Violência 2026, do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Boa notícia para o Estado. Agora, para algumas cidades, o ranking também serve como espelho… e nem todo mundo gosta do reflexo.

CADÊ SÃO CARLOS?

Araraquara aparece em 16º lugar entre as cidades mais seguras do Estado de São Paulo. São Carlos, por sua vez, não aparece entre as 20. Aí fica a pergunta: falta efetivo, falta integração ou falta alguém juntar todo mundo na mesma mesa? Segurança pública não combina com cada um por si.

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