PLANO DIRETOR NA RETA FINAL
Em entrevista à São Carlos FM, ontem, João Muller e Aguinaldo Spaziani falaram sobre o avanço da revisão do Plano Diretor. A cidade já entra na 17ª e 18ª audiências públicas, com retorno dos diagnósticos e participação popular. Trabalho longo, mas que vai definir os próximos dez anos de São Carlos.
MEIO AMBIENTE COM NOVAS REGRAS
Uma das mudanças propostas é diferenciar praças, parques, APPs e outras áreas verdes, permitindo usos compatíveis com cada espaço. Hoje, segundo Aguinaldo, até estruturas simples podem esbarrar na legislação. A ideia é destravar sem abrir mão da proteção ambiental.
VAZIO URBANO NO FOCO
João Muller destacou que a revisão tenta evitar expansão desordenada e especulação imobiliária. O objetivo é priorizar áreas que já contam com infraestrutura antes de empurrar a cidade cada vez mais para longe. Crescer, sim; espalhar sem planejamento, não.
MORADIA PARA QUEM MAIS PRECISA
Questionado sobre unidades destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade, Muller reforçou que a política habitacional segue critérios sociais e análise do Governo Federal. Também adiantou que a Prefeitura trabalha na aquisição de uma grande área para um projeto habitacional horizontal.
CÂMARA RECEBE EM DEZEMBRO
A expectativa é concluir a etapa do Executivo e encaminhar o novo Plano Diretor à Câmara Municipal até dezembro. Depois, caberá ao Legislativo analisar e discutir o texto. Ou seja: ainda tem chão pela frente e muita caneta antes da linha de chegada.
CONTAS NA MESA
A Câmara realiza amanhã, às 10h, audiência pública para apresentar o relatório do cumprimento das metas fiscais da Secretaria Municipal de Fazenda, referente ao 2º quadrimestre de 2026. É a hora de colocar os números na mesa e conferir se a conta está fechando.
SANEAMENTO EM DEBATE
O TCESP e o Instituto Rui Barbosa promovem, nos dias 1º e 2 de outubro, o III Congresso Nacional de Saneamento dos Tribunais de Contas. O encontro reúne especialistas para discutir fiscalização, sustentabilidade e políticas públicas para o setor.
OLHO NA ÁGUA E NO DINHEIRO
Saneamento exige obra, planejamento e muito recurso público. Por isso, o debate também interessa diretamente aos órgãos de controle. Afinal, não basta fazer a tubulação passar: é preciso garantir que o dinheiro público também siga pelo caminho certo.
ATÉ QUE ENFIM
Depois de muita espera, a Prefeitura homologou o concurso da Guarda Municipal e anunciou a contratação de 32 novos agentes. A convocação está prevista para 22 de outubro e o início dos trabalhos para 9 de novembro. A burocracia demorou, mas finalmente o reforço vai sair do papel.
SAIU NA RETA FINAL
A seis dias da eleição, Ricardo Salles (Novo) desistiu da disputa pelo Senado em São Paulo e anunciou apoio a Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). A justificativa foi evitar a divisão dos votos da direita. Depois de meses correndo sozinho, resolveu entrar no mesmo carro na última curva.
NOME FICA NA URNA
Tem um detalhe curioso: apesar da desistência, Salles continuará aparecendo na urna eletrônica porque o sistema já foi fechado para alterações. Se a renúncia for formalizada, eventual voto nele será considerado nulo. Ou seja: saiu da corrida, mas a foto ainda chega até a linha de chegada.
E AGORA, SALLES?
Depois de uma campanha marcada por críticas duras a André do Prado — incluindo ataques que chegaram até a Justiça Eleitoral — Ricardo Salles agora anuncia apoio justamente ao antigo alvo. Fica a curiosidade: o pedido de desculpas vem por vídeo, nota oficial ou aquele clássico “a política mudou”? Porque memória de eleitor costuma ser mais longa que campanha.
PONTO NOS MÉDICOS
O Ministério Público recomendou que a Prefeitura de Ibaté implante controle efetivo e auditável da jornada dos médicos que atuam no Hospital Municipal. A orientação inclui ponto eletrônico ou biométrico nos plantões presenciais e registro detalhado dos atendimentos de sobreaviso. Fiscalização também precisa bater o ponto.
PAGAMENTO COM COMPROVAÇÃO
O MP também recomendou que pagamentos às empresas e consórcios só sejam feitos mediante comprovação da frequência e da produtividade dos profissionais. Se houver horas cobradas e não trabalhadas, a orientação é abrir apuração administrativa. Dinheiro público não pode funcionar no sistema “confia”.








