COLUNA

Torpedos – 30/12/2025

O relógio não mente

Oito e doze da manhã, café ainda esfriando na xícara, e o prefeito Ronaldo Venturi (PSD) já estava na São Carlos FM fazendo um verdadeiro balanço geral da República de Ibaté. Teve gente que achou que era só entrevista… mas parecia prestação de contas em tempo real, sem planilha e com muita explicação.

 

Sobreviver já é vitória

Ronaldo Venturi foi direto: primeiro ano de mandato é igual trocar o pneu com o carro andando. Teve reforma administrativa, cortes, ajustes finos e grossos… e ainda sobrou fôlego para encarar o microfone e explicar o caminho das pedras. Governar no ano um não é glamour, é resistência.

 

Saúde não presta? Calma lá…

Entre críticas e elogios, o prefeito puxou o freio da narrativa fácil: o hospital atende quase 400 pessoas por dia. Se demora meia hora, é caos; se demora três horas, é revolução. A fila anda, segundo ele — só não no ritmo do WhatsApp nem na velocidade do “resolve aí rapidinho”.

 

Água, bomba e paciência

Faltou água? Faltou. Mas a explicação veio no estilo final de campeonato narrado no radinho: bomba a 145 metros, calor de rachar, piscina ligada, consumo lá em cima e o sistema trabalhando no limite. Moral da história: não é milagre, é física — e paciência.

 

Crítica sim, baixaria não

Ronaldo foi claro e direto: critique a gestão, o serviço, a fila, o buraco e até a pintura do meio-fio. Agora, ataque pessoal é cartão vermelho na hora. Política é debate, argumento e cobrança — não ringue, nem vale-tudo.

 

Viagem internacional… quase

Dizem que a vereadora Raquel Auxiliadora (PT), ao assistir ao lançamento da obra do CAPS Infantojuvenil pelas redes sociais do prefeito Netto Donato (PP), já estava com o requerimento na ponta da caneta, questionando o que ele estaria fazendo na Grécia. Segundos depois, veio o alívio: era só a Avenida Grécia. Passagem internacional cancelada, assunto arquivado.

 

Fim do mistério?

A publicação no Diário Oficial do dia 26 de dezembro pode finalmente explicar por que as luzes de uma determinada sala no 5º andar seguem acesas até altas horas da noite. Enquanto a cidade dorme, alguém trabalha… ou, pelo menos, mantém o interruptor ligado. Coincidência? Só se for daquelas bem iluminadas.

 

Diário movimentado

O Diário Oficial em clima natalino veio mais recheado que ceia de família grande. Entre os destaques, decretos municipais autorizando a abertura de créditos adicionais. Papai Noel passou, deixou o gorro, mas quem ganhou presente mesmo foi o orçamento público.

 

Cartinhas só em 2026

Motoristas que cometeram infrações de trânsito tiveram suas placas publicadas no Diário Oficial. Nada de susto imediato: calma, gente! As famosas “cartinhas” devem chegar somente em 2026. Até lá, tempo de sobra para refletir… ou trocar de carro.

 

Estradas nota 10

As estradas do Estado de São Paulo conquistaram a melhor avaliação do país na Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT). As rodovias estaduais estão um verdadeiro tapete — liso, sinalizado e elogiado. Um orgulho que dá até vontade de pegar estrada sem destino.

 

Funcionou!

O alerta de fortes chuvas emitido pela Defesa Civil no final da tarde de domingo cumpriu bem o seu papel. Avisou a população, preveniu transtornos e mostrou que informação antecipada evita sinistros — e aquele clássico comentário pós-enchente: “ninguém avisou”.

 

A voz voltou — e não foi milagre

Enquanto muita gente perde a voz de tanto reclamar, um paciente de 44 anos recuperou a fala graças à ciência. Um procedimento de alta complexidade realizado no HU-UFSCar devolveu não só a voz, mas a qualidade de vida após 40 dias de silêncio forçado. Tem coisa que só a medicina — e uma boa equipe — resolvem.

 

SUS que funciona (sim, existe)

A laringotraqueoplastia realizada no HU mostrou que o SUS também entrega final feliz. Cirurgia de duas horas, recuperação no mesmo dia e até vídeo de agradecimento gravado à tarde. Alta complexidade, cuidado multidisciplinar e humanização do atendimento. Enquanto uns falam demais, ali devolveram a fala — literalmente.

 

Última esperança do ano

Para quem não ficou rico em 2025, ainda resta a derradeira cartada: a Mega-Sena da Virada. Tem gente que já está fazendo contas, quitando dívidas imaginárias e escolhendo a cor da lancha. O primeiro presente? Modesto: apenas R$ 5,5 milhões. Depois disso, o resto é só detalhe.

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