Segunda-feira, 18 Junho 2018  23:05:10

Falta de escolta adia audiência da “Princesinha do Crime”

  • Escrito por  Lucas Castro

Maria Angélica Macedo da Silva, de 25 anos, está em uma Penitenciária Feminina em Ribeirão Preto

A audiência de instrução, debates e julgamento em que seria imposta a condenação ou absolvição de Maria Angélica Macedo da Silva, de 25 anos, conhecida como “Princesinha do Crime”, que estava marcada para ontem (10) não foi realizada, por falta de escolta da acusada de Ribeirão Preto até São Carlos.

De acordo com a advogada de defesa de Maria Angélica, Luzia Helena Sanchez, que concedeu entrevista por telefone, na última sexta-feira (5), a “Princesinha do Crime” foi transferida do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pirajuí, região de Bauru, até uma Penitenciária Feminina em Ribeirão Preto, e deveria ter sido escoltada até o Fórum Criminal de São Carlos, o que não ocorreu. “A informação que tivemos é que não houve escolta de Ribeirão Preto até São Carlos para que Maria Angélica viesse até a audiência”, explicou.

Segundo Luzia Helena, a audiência de instrução, debates e julgamento foi remarcada para próxima terça-feira (16), às 16h30, no Fórum Criminal de São Carlos, e caso todas as partes envolvidas compareçam, o caso poderá ser encerrado. “Se todas as partes comparecerem a audiência de instrução, debates e julgamento, a Maria Angélica comparecer, se todo mundo for ouvido, se não faltar ninguém, já termina própria terça-feira, já sai a sentença”, comentou a advogada.

No dia 13 de novembro de 2017, Maria Angélica foi autuada em tentativa de furto qualificado e não foi detida na cena do crime. A defesa de Maria Angélica trabalha com o fato dela ter dado carona para o rapaz que estava dentro da casa de um dentistas, sem saber o que o mesmo iria fazer. “A linha de defesa é que Maria Angélica apenas deu carona ao rapaz que foi flagrado dentro da casa do dentista e estava do lado de fora, dentro do veículo, sem saber o que o mesmo estava realizando dentro da residência”, comentou a advogada.

Para a defesa, a prisão preventiva é desproporcional, devido a pena para delito de furto ser de dois a oito anos de prisão e multa, mas a “Princesa do Crime” está sendo acusada de tentativa de furto, o que diminui a pena de um a dois terços. “O artigo que a Maria Angélica está respondendo, é o artigo 155, paragrafo 4, inciso 1º, que é o furto qualificado tentado, a tentativa de furto, se ela fosse condenado hoje nesse processo, todos os trâmites aconteceram, tudo foi definido e a Maria Angélica condenada, a pena por esse crime, se ela for condenada, ela não poderia estar no regime fechado e sim cumprindo pena em um regime semiaberto, portanto eu entendo que a prisão dela é ilegal”, disse Luzia Helena.

Segundo Luzia, a “Princesa do Crime” não foi detida na cena do crime e nada comprova que poderia estar praticando o crime. “Na verdade a Maria Angélica não foi pega na cena do crime, foi pega em um posto de combustíveis, ela foi reconhecida, mas não estava na cena do crime. A Maria Angélica foi reconhecida como estando dentro do veículo que possivelmente estaria em frente a residência em que foi tentado o furto. Então uma pessoa disse que reconheceu a Maria Angélica no volante do veículo. Eu como advogada contratada preciso tentar provar a inocência dela”, ressaltou a advogada.

Em relação aos outros possíveis furtos que Maria Angélica poderia ter participação, a advogada afirma que a jovem não responde a nenhum outro inquérito e que os crimes continuam acontecendo em São Carlos. “Logo depois da prisão da Maria Angélica observamos que vários furtos a residência na cidade de São Carlos aconteceram, inclusive amplamente divulgados pela imprensa, praticamente todo dia está tendo um furto na cidade de São Carlos, a comércio, residência”, analisou.

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