-” Se a política deixa de ser ferramenta de transformação e vira palco de vaidades, quem paga o ingresso é o povo”. – Sócrates.
Marco César Aga*
Quem realmente perde quando a política vira espetáculo de rivalidades e acusações de lado a lado? A população. Quando vemos ataques pessoais no lugar do debate de ideias? O uso das redes sociais para amplificação das brigas? A falta de responsabilidade de quem ocupa cargos públicos? Sempre a população. É quando a discussão pública deixa de buscar soluções para o povo e foca na briga e na ofensa. A política nasceu para ser uma ferramenta de transformação social na vida do povo. Deveria sempre ser um espaço de opiniões construtivas voltadas para a melhoria da vida das pessoas. No entanto, vez por outra, vira espetáculo, e alguma coisa se perde no caminho. Na maioria das vezes um ataque pessoal ganha mais aplausos que um projeto de lei capaz de melhorar a vida de milhares de pessoas. Esquece que cargo público não é troféu e adversário político não deve ser tratado como inimigo. Discordar é legitimo e a democracia depende da divergência. O que está fora de lugar é a divergência se transformar em ódio, a crítica em ofensa e o debate em uma guerra de egos. Essa imaturidade, esse desejo incontrolável de palco e holofotes, contrasta com aqueles que esperam por um atendimento digno na saúde, por uma educação melhor, por emprego, segurança, moradia e oportunidades na vida. A realidade acontece nas ruas, nas casas, nos hospitais, nas escolas e no dia a dia de milhões de brasileiros. A política tem que produzir respostas, não atores para interpretar personagens. O que transforma uma cidade, um estado e um país são atitudes, planejamento responsável e resultados que melhorem a vida da população. No fim das contas o povo precisa de homens e mulheres que tenham compromisso, afinal, quando a política vira espetáculo, os holofotes podem até iluminar os artistas e o palco. Mas é o povo quem fica no escuro.
Marco César Aga – ex-prefeito de Casa Branca/SP.








