MUNDO DA LUA
Marina Silva não economizou na entrevista à São Carlos FM e disse que, entre os senadores de São Paulo, “um está no mundo da lua” e o outro “a gente não sabe nem onde está”. Foi aquele tipo de frase que entra no estúdio como resposta e sai como manchete pronta. No Senado, pelo visto, tem cadeira ocupada e presença desaparecida.
TARCÍSIO NA MIRA
Ao falar do tarifaço, Marina criticou Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e também cutucou o governador Tarcísio de Freitas, dizendo que ele respondeu que o problema “não era dele”. A fala veio pesada: se São Paulo perde bilhões, alguém precisa segurar a bronca. Afinal, governador não foi eleito só para inaugurar obra e tirar foto de colete.
DJALMA NO PACOTE
Marina fez questão de elogiar Djalma Nery, seu primeiro suplente, chamando-o de porta-voz do interior de São Paulo. Djalma devolveu com elogios à trajetória ambiental da candidata e colocou São Carlos no roteiro da ciência, tecnologia e inovação. Pelo jeito, Djalma saiu da Câmara e entrou na campanha com crachá de suplente, discurso de professor e mapa do interior debaixo do braço.
MINISTÉRIO, NÃO
Questionada se aceitaria voltar ao Ministério do Meio Ambiente, Marina deixou claro que Lula vai precisar dela no Senado. Disse que o risco mora lá, citando retrocessos e emendas impositivas. Traduzindo: depois de três passagens pelo ministério, Marina parece ter avisado que agora quer trocar o gabinete ambiental pela trincheira legislativa.
AGRESSÃO E RECADO
No fim da entrevista, Marina falou da hostilização que sofreu em São Paulo e classificou o episódio como violência política de gênero e intolerância. A candidata disse que é possível divergir sem agredir e ligou o caso ao discurso de ódio contra mulheres. Foi o momento mais duro da conversa: campanha pode ter debate quente, mas não pode virar licença para grosseria de valentão.
TIETAGEM NO AR
Teve advogado importante que, ao ouvir a entrevista de Marina Silva na São Carlos FM, esqueceu por alguns minutos o drama do cliente e correu “tietar” a candidata ao Senado. O cliente ficou no desespero, o processo ficou esperando e o doutor figurão foi garantir o registro político do dia. Nome? Não conto nem por tortura. Mas, pelo visto, até habeas corpus perde prioridade quando aparece uma selfie de campanha no caminho.
LOBBE ALFINETOU
Já Lobbe Neto não perdeu a chance e alfinetou Marina Silva nas redes sociais, dizendo que ela poderia ter sido candidata pelo próprio estado, “ou lá ninguém vota nela”. A cutucada foi curta, mas veio com endereço certo e veneno suficiente para movimentar os comentários. Em campanha eleitoral, às vezes uma frase de uma linha faz mais barulho que discurso de dez minutos.
DANÇA DAS CADEIRAS
O Diário Oficial trouxe mais um capítulo da dança das cadeiras no governo Netto Donato. Sai Célia Maria Carlos da Costa da chefia da Seção de Gestão de Parcerias com a Sociedade Civil e entra Daiane Gabriela Lopes. Em São Carlos, cadeira gratificada parece ter rodízio: muda o nome, muda a placa, mas o Diário Oficial continua trabalhando em ritmo de troca de lugares.
DIREITOS HUMANOS
A Prefeitura também nomeou Gabriela Maria de Almeida para comandar o Departamento de Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania. É mais uma peça importante entrando no tabuleiro da administração. Pelo ritmo das portarias, quem acompanha o Diário Oficial já nem pergunta mais quem entrou; pergunta logo quem será o próximo.
CONEXÃO APM
São Carlos recebeu, nesta quinta-feira, mais uma edição do Conexão APM, no CENACON, com abertura do prefeito Netto Donato e do presidente da Associação Paulista de Municípios, Fred Guidoni. O encontro reuniu gestores para discutir reforma tributária, saúde, educação, captação de recursos e outras dores de cabeça da vida pública. Em bom português: prefeito foi para o evento aprender como apagar incêndio antes de a pauta-bomba cair no colo.
PAUTA-BOMBA
Fred Guidoni foi direto ao lembrar que mudanças na legislação impactam a vida do cidadão e, principalmente, o caixa das prefeituras. Já Netto Donato destacou a importância de planejamento e adaptação diante das novas regras. No fim das contas, gestão municipal virou quase curso de sobrevivência: tem imposto mudando, dívida ativa na mesa, saúde pressionando, educação cobrando e prefeito tentando fazer milagre sem aumentar taxa.
MILAGRE DAS FÉRIAS
Tem funcionária pública por aí que parece ter aprendido com Jesus Cristo o milagre da multiplicação, mas resolveu aplicar a técnica no calendário de férias. Todo santo mês aparece uma pausa, um descanso, uma folguinha ou uma viagem estratégica. Dessa vez, pelo que ela mesma postou, serão mais 14 dias. E olha que, pelo Portal da Transparência, o salário da moça não é exatamente de quem está precisando vender rifa para completar o mês. Segura, peão!
HOLERITE COM VISTA
A funcionária pública mal volta e já parece pronta para arrumar outra mala. Se continuar nesse ritmo, o RH vai precisar trocar o holerite por cartão-postal e lançar o benefício “férias por assinatura”. Pelo Portal da Transparência, a remuneração também ajuda a explicar tanto bom humor para viajar: tem gente que descansa com estilo e ainda deixa o contribuinte fazendo as contas no calendário.
ZAVAGLIA NA PISTA
Larissa Camargo (PCdoB) protocolou indicação pedindo estudo técnico para viabilizar a duplicação da Estrada Municipal 710, no Residencial Deputado José Zavaglia. Pedido importante para uma região que cresceu e precisa de acesso à altura. Porque, quando o bairro aumenta e a estrada continua no modo “aperta que passa”, quem sofre é o morador.
CONTA REJEITADA
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a rejeição de contas públicas não gera, sozinha e automaticamente, a inelegibilidade de candidatas e candidatos. Tradução política: conta rejeitada acende alerta, mas não derruba candidatura no automático. Tem caso em que o carimbo pesa, mas ainda precisa passar pelo filtro da Justiça Eleitoral.
CPTM NA CONTA
A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou a absorção de empregados da CPTM por outros órgãos públicos estaduais. A incorporação poderá ocorrer por redistribuição, cessão, aproveitamento, remanejamento ou outras formas legais, com critérios definidos depois por decreto do Executivo. Em bom português: o trem pode até mudar de trilho, mas os funcionários seguem no mapa do Estado.








