Dois casos distintos envolvendo mortes ocorridas nesta semana mobilizam investigações da Polícia Civil no interior de São Paulo. As ocorrências foram registradas em Bauru e Araçatuba e envolvem, respectivamente, um acidente durante a desmontagem de um elevador e uma jovem que morreu após permanecer internada por mais de três meses em decorrência de um disparo de arma de fogo.
Em Bauru, um homem de 31 anos, identificado como Lucas Chum, morreu na segunda-feira, 31, após sofrer uma descarga elétrica no bairro Jardim Contorno.
Segundo o boletim de ocorrência, Lucas auxiliava familiares na desmontagem e remoção de um elevador instalado nas dependências de uma antiga concessionária de veículos quando recebeu a descarga ao cortar um fio que ainda estaria energizado.
Com o acidente, ele caiu de uma altura de aproximadamente cinco metros. Equipes do Corpo de Bombeiros e do SAMU foram acionadas, mas o óbito foi constatado ainda no local.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente.
Jovem morre após mais de três meses internada
Em Araçatuba, Natália Cristina da Cruz Miranda, de 21 anos, morreu na terça-feira, 1º, após permanecer internada por mais de três meses na Santa Casa da cidade.
A jovem havia sido atingida por um disparo durante um ataque ocorrido em 17 de maio, na Praça Allan Kardec, no bairro São Sebastião. Na ocasião, Wilson Barbosa Mondanês, de 30 anos, também foi atingido e morreu. Uma terceira pessoa ficou ferida.
Segundo as investigações, Wilson seria o alvo principal dos atiradores. Natália trabalhava em um estabelecimento comercial próximo ao local e teria sido atingida por uma bala perdida.
Após a morte da jovem, o pai, Alexandro Miranda, questionou os procedimentos médicos adotados durante a internação e registrou uma ocorrência na Polícia Civil.
Em nota, a Santa Casa de Araçatuba informou que Natália sofreu uma lesão cerebral de extrema gravidade e que todas as medidas terapêuticas adequadas ao quadro clínico foram adotadas.
Diante do questionamento apresentado pela família, a Polícia Civil requisitou exame necroscópico pelo Instituto Médico Legal (IML) para auxiliar no esclarecimento das circunstâncias do óbito.
A autoria do ataque ocorrido em maio ainda é desconhecida. A Delegacia de Homicídios continua investigando o caso, com análise de dados extraídos de aparelhos celulares e depoimentos de testemunhas para tentar identificar os responsáveis pelo crime.








