OAB NO MICROFONE
A São Carlos FM recebeu ontem Andréa Valdevite, presidente da OAB São Carlos e Ibaté, para falar do momento turbulento no STF. Ela defendeu transparência, cobrança institucional e respeito à Constituição. Em bom português: quando até advogado começa a pedir ordem na casa, é porque o plenário jurídico virou condomínio em assembleia quente.
RÉGUA MAIS ALTA
Andréa foi direta ao dizer que a régua para ministros do Supremo não deve ser igual à dos outros: deve ser mais alta, porque eles precisam dar exemplo. Faz sentido. Quem julga o país inteiro não pode tropeçar no básico e depois pedir silêncio na plateia.
SUPREMO NO FLA-FLU
A conversa também entrou no clima de “Fla-Flu” dentro do STF, com decisões monocráticas, idas e vindas e ministros batendo cabeça. A doutora defendeu que Fachin coloque ordem na casa. Porque, quando cada um apita de um lado, até toga começa a parecer camisa de time.
CORTAR NA PRÓPRIA CARNE
Questionada se o Supremo cortaria na própria carne, Andréa respondeu que, se não fizer isso, a sociedade pode cortar o Supremo. Foi a frase mais forte da entrevista. Em Brasília, bisturi institucional costuma doer menos quando vem antes da pressão popular bater à porta.
OAB TAMBÉM QUER VOTO
A entrevista ainda revelou uma ironia interessante: a OAB cobra democracia, mas os advogados ainda lutam pelo direito de votar diretamente para presidente nacional da entidade. Aí a pauta ficou completa: antes de arrumar o Supremo, tem gente querendo colocar urna também dentro da própria casa.
TCE NO TEATRO
São Carlos recebeu a etapa regional do Ciclo de Debates do Tribunal de Contas, reunindo prefeitos, vereadores, secretários e gestores no Teatro Municipal. A ideia foi orientar antes que o erro vire apontamento, multa ou dor de cabeça. Em bom português: melhor ouvir o TCE no palco do que receber puxão de orelha no processo.
TRANSPARÊNCIA COM SELO
O encontro também marcou a entrega do selo de transparência municipal a prefeitos da região. Reconhecimento importante, porque dinheiro público gosta de janela aberta, documento visível e informação fácil de encontrar. Quando a gestão é transparente, até o contribuinte respira melhor — e o fiscal também.
DRENAGEM NO TOPO
Roselei Françoso (MDB) representou o prefeito Netto Donato (PP) e apontou a drenagem urbana como o principal desafio de São Carlos. Segundo ele, combater as cheias é prioridade do plano de governo. Faz sentido: cidade que alaga não precisa só de guarda-chuva; precisa de obra, planejamento e menos promessa boiando na enxurrada.
CHUVA ACIMA DA MÉDIA
Falando em alagamentos, a Defesa Civil registrou ontem 76,4 mm de chuva em São Carlos, e o acumulado de setembro já chegou a 142 mm, bem acima da média histórica do mês. Em bom português: São Pedro abriu a torneira com vontade, e a cidade teve que correr atrás com bota, galeria e equipe na rua.
BAIXADA RESPIRA ALIVIADA
A chuva causou queda de árvore, pontos de acúmulo de água e alagamentos em regiões como CDHU, Morumbi, Jardim Jacobucci e Avenida Trabalhador São-carlense. Mas a Baixada do Mercado, ufa, passou ilesa mais uma vez. Quando chove forte e o Mercadão não vira piscina, até o guarda-chuva comemora em silêncio.
AFASTAMENTO E FUNÇÃO
A saída de Michelle Rodrigues Gibotti da função gratificada de Chefe da Seção de Expediente Interno da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana tem explicação: ela solicitou afastamento por 12 meses para tratar de assuntos particulares, sem vencimentos e demais vantagens. Ou seja, não foi apenas mais uma troca no tabuleiro; primeiro veio o pedido de afastamento, depois a dispensa da função. No Diário Oficial, até pausa pessoal precisa passar por portaria, carimbo e publicação.
SAÚDE NO PLANTÃO
Adriano Marinovic (PRD) pediu informações sobre o quadro de servidores das UPAs e do SAMU, incluindo vagas em aberto e possível concurso público para reforçar o atendimento. Pedido certeiro, porque urgência não combina com equipe desfalcada. Na saúde, quando falta servidor, quem entra na fila é o paciente — e a paciência também.
TERCEIRO SETOR NA LUPA
O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo publicou o Relatório do Terceiro Setor 2025, reunindo ações de fiscalização, orientação e aperfeiçoamento das parcerias com entidades. Em bom português: convênio com dinheiro público precisa de prestação de contas, documento em ordem e menos criatividade na hora de explicar gasto.
PIX DO TRUMP
Donald Trump prometeu distribuir US$ 5 mil a cada cidadão caso os republicanos vençam a Câmara dos Representantes e o Senado. Imagina se essa moda pega por aqui, hein? Ia ter eleitor perguntando menos sobre plano de governo e mais sobre data de depósito, agência e comprovante do Pix internacional.








