MISSÃO NO MICROFONE
A entrevista do dia de ontem recebeu Guto Schiavetto, candidato ao Senado por São Paulo pelo partido Missão. De Limeira, formado em Ciência da Computação e ligado à militância de rua, ele se apresentou como uma candidatura independente. Em bom português: entrou no estúdio tentando trocar o “quem é esse?” pelo “vou prestar atenção”.
SENADO SEM RABO PRESO
Guto disse que mudou o plano de disputar uma vaga de deputado para concorrer ao Senado por enxergar uma “janela de oportunidade”. Defendeu uma candidatura sem rabo preso e com foco no enfrentamento institucional. Na política, promessa de independência é bonita; o teste mesmo começa quando o telefone de Brasília toca.
PACTO NA CALCULADORA
O candidato também bateu na tecla do pacto federativo, criticando a forma como São Paulo arrecada muito e recebe pouco de volta. Segundo ele, a distribuição atual alimenta castas políticas em vez de desenvolver regiões. É aquela conta que paulista conhece bem: manda o Pix, recebe o recibo e ainda precisa agradecer.
6X1 NA CANETADA
Sobre a proposta de mudança da escala 6×1 para 5×2, Guto disse ser contra do jeito que está colocada e defendeu que a redução da jornada venha por produtividade e flexibilização. Para ele, resolver trabalho por canetada pode gerar efeito contrário. Em campanha, todo mundo ama jornada menor; difícil é combinar a promessa com a planilha do patrão.
AZEDOU
Conta a lenda que, numa certa casa onde discursos costumam durar mais que promessa de campanha, uma tigela acabou rendendo mais assunto que muito projeto importante. O que era para ser conversa comercial virou receita indigesta: cobrança de um lado, nervosismo do outro e, no meio, gente tentando separar a granola da confusão. Pelo jeito, quando o acordo não vem, a colher pode virar pauta quente.
NO CORREDOR
Dizem que o clima ficou tão roxo que a conversa começou baixa, subiu de tom, passou pelo corredor e quase virou degustação pública de desentendimento. No fim, apareceu turma para acalmar, teve curioso de plantão e sobrou a velha lição: em ambiente político, até negócio de sobremesa precisa de nota, recibo e muita paciência para não virar ocorrência com cobertura extra.
MAIS UMA NO EXPEDIENTE
A Prefeitura publicou portaria dispensando Michelle Rodrigues Gibotti da função gratificada de Chefe da Seção de Expediente Interno da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana. A servidora retorna às funções contratuais. Pelo jeito, setembro segue movimentado nos bastidores: muda chefia, muda portaria e o tabuleiro administrativo continua rodando em silêncio de Diário Oficial.
DANÇA TAMBÉM NA CÂMARA
E não é só na Prefeitura que as cadeiras andam se movimentando. A Câmara de São Carlos também teve mudança no tabuleiro: portaria assinada por Lucão Fernandes (MDB) nomeou Glis Fernanda Rodrigues como assessora parlamentar do vereador Fábio Zanchin (SD), a partir de 1º de setembro. Pelo jeito, setembro começou com crachá novo, gabinete ajustado e bastidor político fazendo hora extra.
INDUSTRIAL EM NOITE SOLENE
A Câmara de São Carlos realiza sessão solene, no dia 11 de setembro, no CIESP, em homenagem ao empresário Marcos Henrique dos Santos, eleito “Industrial do Ano de 2025” pelo CIESP, SESI e SENAI. Reconhecimento justo para quem contribui com o desenvolvimento da cidade. Afinal, enquanto muita gente só aperta botão em discurso, tem empresário apertando parafuso, gerando emprego e ajudando São Carlos a produzir de verdade.
ISSO PODE?
Apesar de o prefeito Netto Donato (PP) deixar claro que o SIGA tem um governante experiente e articulado em políticas públicas, há rumores de que um famoso secretário técnico anda tentando puxar o tapete do medalhão. Nos bastidores, falam em ordens e contraordens circulando por praticamente todas as secretarias do lindo prédio. Desse jeito, vão acabar mudando o nome do SIGA para SST.
ALÉM DISSO
O chamado Super Secretário Técnico (SST) do SIGA teria aproveitado a proximidade com o Gabinete para promover mudanças em vários setores. Há quem diga que teve até chororô por cargos de chefia, direção e funções internas. Pelo jeito, tem time jogando com 16 jogadores, enquanto outro mal consegue escalar 11. Pode isso, Arnaldo?
DE OLHO NO ESTACIONAMENTO
O SST também teria determinado mudanças no estacionamento: diretores e secretários foram proibidos de usar o espaço, que ficaria reservado apenas para veículos oficiais. Só que, segundo os corredores do SIGA, uma bela motocicleta e até carro particular continuam aparecendo no estacionamento privativo e, às vezes, no rotativo. Se tem vídeo e foto, a fofoca já estacionou com prova.
TEMPORÁRIO EM XEQUE
Esse é daqueles assuntos que merecem lupa em Ibaté. Um requerimento aprovado pela Câmara quer saber quais critérios a Secretaria de Educação usou para renovar alguns contratos temporários e encerrar outros. Em bom português: se era só fim de vigência, por que uns ficaram e outros saíram? Contrato temporário pode até ter prazo, mas explicação pública não pode vencer junto.
CRITÉRIO NO QUADRO
O vereador ibateense Hícaro Costa (PT) agora pede relação completa, datas, critérios e fundamentação jurídica das renovações e encerramentos na Educação. Pedido correto, porque gestão pública não combina com “foi assim porque foi”. Na escola, aluno precisa justificar resposta; na Prefeitura, contrato também deveria vir com conta, regra e letra legível no quadro.








