A Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de São Carlos se manifestou sobre a divulgação, em redes sociais e grupos de WhatsApp, de listas que sugerem o boicote a empresas e atividades profissionais em razão das convicções políticas e ideológicas de mulheres ligadas a esses negócios.
As publicações começaram a circular após o segundo turno das eleições presidenciais e passaram a relacionar mulheres trabalhadoras, empreendedoras e influenciadoras a seus posicionamentos políticos. Diante do episódio, a Procuradoria afirmou defender a liberdade de expressão e o direito à manifestação política, mas criticou iniciativas que possam resultar em perseguição, constrangimento ou prejuízos profissionais por divergências ideológicas.
Em nota, o órgão destacou que o debate político, a divergência e o direito à crítica fazem parte da democracia. Ao mesmo tempo, afirmou que não devem ser normalizadas práticas de intimidação ou tentativas de silenciar pessoas por suas posições políticas.
A Procuradoria informou ainda que avalia, junto à Defensoria Pública e ao Ministério Público, eventuais medidas cabíveis para proteger mulheres que tenham sido efetivamente lesadas pela exposição de seus nomes, inclusive nas esferas cível e criminal.
A manifestação é assinada pelas vereadoras Raquel Auxiliadora, Fernanda Castelano, Larissa Camargo e Cidinha do Oncológico, integrantes da Procuradoria Especial da Mulher.
A Câmara encerrou o posicionamento defendendo que as diferenças políticas sejam enfrentadas por meio do debate e dos argumentos, e não por perseguições ou constrangimentos.
