Na Câmara

CPP protocola representação contra vereador Sérgio Rocha

O Centro do Professorado Paulista (CPP), por meio de seu vice-presidente, professor Azuaite Martins de França, protocolou nesta sexta-feira (12) uma representação dirigida ao presidente da Câmara Municipal de São Carlos, vereador Lucão Fernandes. O documento pede o encaminhamento do caso à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar (CEDP), em razão das declarações consideradas injuriosas e ofensivas proferidas pelo vereador Sérgio Rocha na sessão ordinária realizada no último dia 9 de setembro.

Na ocasião, Rocha, ao defender a implantação de escolas cívico-militares e criticar aqueles que contestam judicialmente a proposta, afirmou ter recebido denúncias contra uma professora da rede estadual, sem mencionar nomes, e atribuiu-lhe falas distorcidas envolvendo crianças. O parlamentar também declarou que professores “há mais de 20 anos doutrinam e acabam com nossas crianças” e insinuou ter recebido denúncia de docente “tentando tirar proveito entrando no banheiro de crianças”.

Para o CPP, tais afirmações são caluniosas, difamatórias e desrespeitosas, atingindo a honra de todo o magistério e atentando contra a dignidade da escola pública. Na representação, o professor Azuaite argumenta que “a tribuna parlamentar é espaço para o debate democrático, não para calúnias contra os educadores”, e cobra que o vereador seja interpelado pelo Conselho de Ética e se retrate publicamente perante os professores e a sociedade são-carlense.

O documento lembra ainda que São Carlos é reconhecida como Capital do Conhecimento e que a Câmara, todos os anos, realiza sessão solene em homenagem aos professores. “A tentativa de jogar a sociedade contra os educadores é não apenas pusilânime, mas perigosa, pois abre espaço para o obscurantismo e para a disseminação de inverdades”, destaca o texto protocolado.

Sobre a sistemática pregação do vereador Sérgio Rocha em favor da presença de policiais em escolas, o professor Azuaite ponderou: “A escola é templo da palavra, da escuta e da razão. Nunca será lugar de armas. Se a violência fosse o remédio para pacificar a sociedade por meio da presença de policiais faria sentido substituir diretor de escola, vice-diretor, orientador pedagógico e supervisor de ensino por policiais. Quem pensa assim faz parecer que dentro de seu crânio não existe cérebro, mas músculos. E sugira que talvez, desde já, seja razoável substituir vereadores por policiais. Eu não seria contra”.

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