“O futuro se apresenta com foco no trabalho, na família e na atuação política”, diz ele em entrevista exclusiva
O ex-vereador Leandro Augusto do Amaral, o Leandrinho Guerreiro, de São Carlos, deixou o regime semiaberto e passa a cumprir pena em regime aberto, na modalidade de prisão domiciliar, nesta quarta-feira, 7. Ele havia sido condenado a 1 ano e 7 meses de detenção por injúria e difamação, relacionadas à publicação de charges de vereadores durante seu primeiro mandato em redes sociais.
Leandrinho estava detido desde o dia 5 de agosto na Penitenciária de Jardinópolis (SP), onde cumpriu regime semiaberto. Durante esse período, encontrou na arte e no trabalho formas de convívio e ressignificação da rotina. Segundo familiares, ele produziu mais de 200 caricaturas, muitas delas retratando familiares de outros detentos, além de participar de atividades religiosas e tocar teclado em celebrações na igreja da unidade. Em momentos de folga, jogava xadrez com outros internos, contribuindo para o convívio social e estímulo intelectual.
O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu a progressão ao regime aberto, destacando que Leandro cumpriu os requisitos legais, apresentou bom comportamento carcerário e demonstrou autodisciplina e senso de responsabilidade, sem indícios de reincidência. A decisão, assinada pelo juiz Augusto Rachid Reis Bittencourt Silva, estabelece condições como: obtenção de ocupação lícita em 90 dias, permanência em residência no período noturno, proibição de frequentar bares e consumir álcool ou drogas, comparecimento mensal em juízo e participação em programas educativos ou profissionalizantes.
Em entrevista exclusiva ao Jornal Primeira Página, Leandro Guerreiro afirmou estar emocionado e focado em recomeçar a vida: “Encontro-me hoje em liberdade, a caminho de casa. A sensação de deixar o regime semiaberto é muito positiva. O futuro se apresenta com foco na continuidade do trabalho, na assistência àqueles que eu puder ajudar, na atuação política e no cuidado com a minha família. Desejo, acima de tudo, matar a saudade dos meus filhos e abraçá-los. Sinto-me muito bem. Durante os cinco meses em que estive detido, não enfrentei nenhum problema. Aproveitei o tempo para trabalhar, totalizando mais de 130 dias de atividade. Agora, o foco é reorganizar a vida, quitar pendências e seguir em frente, com a bênção de Deus, cuidando da família e da população que sempre me apoiou.”
