Nova cepa de levedura tolera altas temperaturas e pode revolucionar processos industriais; tecnologia foi licenciada para empresa de Campinas
Pesquisadores da UFSCar identificaram uma nova cepa de levedura, chamada LBGA-01, com alta resistência a temperaturas acima de 40°C, característica muito valorizada pela indústria de biocombustíveis e produção de etanol de primeira e segunda geração.
Além de suportar calor intenso, a levedura apresenta resistência a ácidos acético e lático, comuns durante a fermentação, garantindo maior eficiência e estabilidade do processo industrial. A LBGA-01 também consegue amplificar genes responsáveis pela assimilação de sacarose, melhorando a conversão do açúcar em produtos fermentáveis.
Para levar a descoberta ao mercado, a tecnologia foi licenciada para a BIOINFOOD, deep tech de Campinas (SP), com suporte da Agência de Inovação da UFSCar (AIn.UFSCar). O acordo de transferência de know-how permite que a empresa aplique a levedura em testes industriais, com foco em etanol e indústria alimentícia.
Segundo Anderson Ferreira da Cunha, docente do Departamento de Genética e Evolução da UFSCar, “as características dessa cepa permitem produção eficiente mesmo em situações adversas, podendo servir de base para aprimoramento de outras leveduras por engenharia genética”.
A parceria universidade-empresa não só promove a valorização da ciência brasileira, como também ajuda a desenvolver soluções práticas para o mercado, segundo Gleidson Teixeira, diretor científico da BIOINFOOD.
Ensaios iniciais indicam alta eficiência fermentativa e estabilidade celular, com testes cada vez mais próximos das condições industriais. O estudo foi financiado por projetos da FAPESP e os resultados estão publicados na revista Biotechnology for Biofuels and Bioproducts.
Empresas interessadas em conhecer mais sobre a tecnologia podem entrar em contato com a Agência de Inovação da UFSCar pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (16) 3351-9040.
Sobre a AIn.UFSCar
A Agência de Inovação da UFSCar (AIn.UFSCar) é, desde 2008, o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da UFSCar. Criada para operacionalizar e fortalecer a política de inovação da instituição, a AIn tem como missão impulsionar a transformação de conhecimento científico e tecnológico em soluções de impacto econômico e social, promovendo a articulação entre universidade, empresas, setor público e sociedade.
Com competências estruturadas em inovação tecnológica e social, a AIn.UFSCar é responsável pela gestão estratégica da propriedade intelectual, incluindo patentes, cultivares, programas de computador e desenhos industriais, transferência de tecnologia, empreendedorismo e inovação. Na frente de transferência de tecnologia, já foram celebrados contratos de licenciamento de mais de 90 tecnologias (dos mais de 570 ativos protegidos), abrangendo áreas como biotecnologia, engenharia, saúde, materiais, agricultura e software, com um acumulado superior a R$ 23 milhões em royalties.
A Agência também coordena os fluxos institucionais para o uso de know-how e desenvolve ações para garantir segurança jurídica e valorização das criações acadêmicas. Mais informações em https://ain.ufscar.br.
Sobre a BIOINFOOD
A BIOINFOOD é uma startup deep tech com o propósito de redefinir o futuro da indústria com biotecnologia aplicada e acessível. Possui tecnologia proprietária que combina ferramentas estado-da-arte em engenharia genética e metabólica de microrganismos, bioprocessos, prototipagem e industrialização, o que permite abordar desafios em todas as etapas da jornada de desenvolvimento de soluções em biotecnologia – pesquisa & desenvolvimento, escalonamento e implementação.
Em 2025, foi considerada uma das 100 Startups mais promissoras do Brasil segundo a Pequenas Empresas e Grandes Negócios (PEGN) e Épocas Negócios; pelo grau de inovação, potencial de mercado, negócio e escalabilidade, equipe e maturidade da solução. Dados adicionais estão em https://www.bioinfood.com.
