No próximo dia 11 de fevereiro, comemoraremos a festividade de Nossa Senhora de Lourdes.
No ano de 1858, a Santíssima Virgem Maria aparecia à humilde Bernadette Soubirous, para pedir à Igreja oração e penitência pela conversão dos pecadores.
Nascida numa família pobre, Bernadette não tinha intelecto e era frágil fisicamente.
Em um acidente no moinho, o pai de Bernadette, perde a visão de um dos olhos e já não é capaz de produzir farinha de boa qualidade para manter a família.
Na mesma época, há uma crescente industrialização que aprimora o processo de produção de farinha, tornando o instrumento da família Soubirous obsoleto e insuficiente.
Não bastando, uma seca de dois anos faz com que o trigo diminua e insta Francisco Soubirous (pai de Bernadette) a vender o seu trabalho braçal para girar os moinhos de outrem por um preço muito desvalorizado.
Diante de todos esses acontecimentos, a família de Bernadette fica desabrigada a se mudar para a casa de parentes.
Bernadette adoece, contrai uma cólera e asma.
Foi em fevereiro de 1858, que a Virgem Santíssima lhe apareceu numa gruta, vestida de branco com uma faixa azul, um rosario e duas rosas ao pé. Instintivamente ela se ajoelha e tenta fazer o sinal da cruz, mas seu braço está como que morto. A Virgem, então, faz o sinal da cruz. Ela imita-A e põe-se a rezar o Terço, “desfiando ela mesma as contas.
A Virgem Santíssima em sua aparição a Bernadette vem recordar-nos que a oração, intensa e humilde, confidente e perseverante, deve ter um lugar central na nossa vida cristã.
Nas palavras de Santa Teresa de Ávila, a oração é a porta do castelo de nossa alma. Trata-se de uma atitude indispensável a quem está disposto a amar generosamente ao Senhor.
Numa das aparições de Nossa Senhora a Santa Bernadette, Ela fez uma promessa importantíssima, cujo conteúdo deve ser levado muito a sério por todos os católicos: “Non proumeti pas deb hé urousa en este mounde, mès en aoute – Não prometo fazer-lhe feliz neste mundo, mas no outro”.
Na nona aparição, Nossa Senhora manda Bernadette escavar o chão e ali, na gruta de Massabielle, surge uma fonte de água.
O Papa que reinava à época das aparições, o beato Pio IX, decide proclamar os dogmas da Imaculada Conceição e da infalibilidade papal.
Na condução de uma Igreja internamente desunida e externamente atacada por todos os lados, o Santo Padre escolhe um remédio de bravura: ser exageradamente católico, reforçar ainda mais a fé cristã, dando ênfase a Nossa Senhora e ao Papa.
Bernadette não sabia nem que a “bela Senhora” que tinha visto na gruta era a Virgem Maria, muito menos sabia que o dogma da Imaculada Conceição havia sido proclamado por Pio IX.
No dia 25 de março de 1858, festa da Anunciação, Nossa Senhora apareceu-lhe e disse: “Que soy era Immaculada Councepciou – Eu sou a Imaculada Conceição”.
Bernadette, que nunca tinha ouvido aquela expressão, saiu da gruta, repetindo para si mesma aquela frase, para contá-la ao padre, que tinha pedido uma comprovação da veracidade das aparições. O sacerdote ficou surpreso, pois conhecia a menina que não tinha feito a primeira Comunhão e, portanto, não sabia o que era a Imaculada Conceição.
Foi a partir desse momento, que o crédito das aparições aumentou: a Santíssima Virgem acabava de confirmar o método pastoral de Pio IX.
Bernadette entrou, com 22 anos, para o convento de Nevers, e faleceu aos 35 anos de tuberculose.
Trinta anos após a sua morte, exumaram o seu corpo e ele estava incorrupto. O seu crucifixo estava corroído, o terço, oxidado – ou seja, havia umidade –, mas, ela mesma estava intacta. Após a enterrarem e exumarem de novo, o seu corpo continuou intacto.
Hoje o seu corpo está exposto na igreja de Saint Gildard, em Nevers.
Deus abençoe você!
Missão Consagra-te
Movimento Rosário Perpétuo
Gisele Botêga
Historiadora e Bacharel em Direito com Especialização em Direito Canônico pela Faculdade de Direito Canônico São Paulo Apóstolo.
