PAULO MELLO
O diretor-presidente da Fundação Educacional São Carlos (FESC), Eduardo Cotrim, foi o entrevistado desta sexta-feira (13), no programa Primeira Página no Ar, da São Carlos FM 107,9. Em conversa descontraída, mas repleta de informações, Cotrim apresentou os detalhes do CarnaFESC 2026, falou sobre o crescimento expressivo da instituição — que ultrapassou 4 mil matrículas — e comentou os planos de expansão da fundação, inclusive para a periferia da cidade.
A FESC realiza o CarnaFESC neste sábado (14) e domingo (15), das 16h às 22h, no Campus 1, instalado no antigo Campo do Rui Barbosa, na Vila Nery. A proposta, segundo Cotrim, é um carnaval intergeracional, voltado especialmente aos alunos da Universidade Aberta da Terceira Idade (UATI), mas aberto a toda a população. “O nosso carnaval é um carnaval da família. Das 16h às 18h é matinê, para que os nossos alunos levem netos, filhos e sobrinhos. Depois, das 18h às 22h, continua a festa para os adultos”, explicou.
A entrada é gratuita. A organização sugere a doação voluntária de um quilo de alimento não perecível ou material de limpeza, que será destinado a pessoas em situação de vulnerabilidade. O espaço contará com controle de acesso, segurança reforçada e parque de brinquedos para as crianças. A expectativa é repetir o público do ano passado, quando o evento reuniu entre duas e três mil pessoas por dia.
A programação começa sempre às 16h e segue até as 22h, contemplando tanto o público da matinê quanto os foliões da noite. No sábado (14/2), a abertura ficará por conta de Sheila Lima e Banda, às 16h, dando início à matinê carnavalesca. Às 18h, o palco será ocupado pelo grupo Sambanda, que promete animar o público com repertório que mistura samba, marchinhas e sucessos populares. Encerrando a primeira noite, às 20h, a banda Doce Veneno assume a festa, mantendo o clima de folia até o fim da programação.
No domingo (15/2), a programação começa às 16h com a banda Doce Veneno, que retorna ao palco para abrir o segundo dia. Às 18h, Sheila Lima e Banda volta à programação, reforçando o clima festivo da tarde. O encerramento, às 20h, será com a banda Vinil 78, que promete fechar o CarnaFESC com repertório animado e clima de celebração. “São bandas de São Carlos, conhecidas e reconhecidas. Nosso público gosta e pediu essas atrações”, destacou Cotrim.
O CarnaFESC integra a programação oficial do Carnaval 2026 da Prefeitura de São Carlos, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.
FESC ultrapassa 4 mil matrículas
Além do carnaval, Cotrim apresentou números que demonstram a expansão da fundação. Desde que assumiu a presidência, em dezembro de 2022, a FESC saiu de 2.700 para mais de 4 mil matrículas.
“Assumimos no período pós-pandemia e viemos crescendo. Rompemos esta semana o número de quatro mil matrículas. Estamos praticamente dobrando o que encontramos”, afirmou.
O principal programa da instituição é a Universidade Aberta da Terceira Idade (UAT), voltada a pessoas com 60 anos ou mais. “Trabalhamos corpo, mente, emoção e cognição. É um programa reconhecido nacionalmente como referência em envelhecimento saudável”, ressaltou.
A FESC mantém hoje: Universidade Aberta da Terceira Idade (UAT); Universidade Aberta do Trabalhador (UNIT); Programa de Inclusão Digital (PID); Centro Esportivo e Cultural; Cursos de línguas (inglês, espanhol e italiano); e Oficinas profissionalizantes (costura, artesanato, entre outras).
Na área esportiva, são cerca de 1.700 alunos apenas nas atividades aquáticas, entre natação e hidroginástica, realizadas em piscina aquecida e coberta. “Temos ainda vagas remanescentes. Quem quiser pode procurar a FESC no Campus 1, na Vila Nery, ou na unidade da Vila Prado”, informou.
Mensalidades subsidiadas e bolsas
Questionado sobre críticas envolvendo reajustes de mensalidades, Cotrim destacou que os cursos são fortemente subsidiados pela Prefeitura de São Carlos. “A UATI custa R$ 63 por mês e o aluno pode fazer até quatro cursos por semana. Isso não paga nem o cloro da piscina. Se fosse custo real, passaria de R$ 600”, explicou.
Segundo ele, os valores cobrados representam, em média, até 70% abaixo do mercado. Para famílias com renda de até dois salários mínimos, há possibilidade de bolsa integral. “A maior parte é custeada pelo poder público. É um papel social importante de inclusão”, afirmou.
A fundação já mantém 12 polos distribuídos pela cidade, com atividades gratuitas em CRAS, escolas e centros comunitários. “Temos inclusão digital e oficinas em bairros da periferia. Queremos ampliar ainda mais”, disse.
Um dos projetos em estudo é a implantação de uma terceira unidade na região sul, possivelmente na Cidade Aracy. “É uma demanda da sociedade. Precisamos de área e investimento, mas é um sonho que queremos viabilizar.”
Cenário político e eleições
Durante a entrevista, Cotrim comentou o cenário partidário local. Segundo ele, o MDB de São Carlos conta com cerca de 3 mil filiados e discute possíveis candidaturas às próximas eleições. “A ideia é que São Carlos tenha ao menos um candidato a deputado da cidade. Estamos conversando com as lideranças estaduais e nacionais.”
Ele ressaltou a importância de articulação regional para viabilizar eleição de representantes. “Não se elege deputado só com votos da cidade. É preciso base fora também.”
Cotrim descartou candidatura pessoal. “Não sou candidato a nada. Meu objetivo é ajudar na gestão e fortalecer a FESC.”
Ao final da entrevista, o diretor reforçou o convite: “CarnaFESC, sábado e domingo, das 16h às 22h. Carnaval da família, com segurança, bandas conhecidas e entrada gratuita. Esperamos todos vocês.”
Com crescimento recorde, programação diversificada e planos de expansão, a FESC consolida-se como uma das principais políticas públicas de inclusão educacional e social de São Carlos.
Assista a entrevista na íntegra:

