Outubro Rosa
É uma campanha que tem como o objetivo a conscientização e alertar sobre a prevenção do câncer de mama
Nesta semana iremos falar um pouco sobre o “Outubro Rosa”. É uma campanha que tem como o objetivo a conscientização e alertar sobre a prevenção do câncer de mama e, mais recentemente, do câncer do colo de útero. A campanha é voltada a homens e mulheres.
Pesquisas feitas em redes sociais como Facebook e Twitter, em língua portuguesa, mostram que há muitas “fake News” que cercam essa importante campanha mesmo hoje. Há notícias falsas nesses sites que colocam o autoexame como método único e suficiente para identificar e prevenir e câncer. O que não é verdade. Embora conhecer o próprio corpo seja importante, não substitui outros exames, como uma mamografia, por exemplo.
E o que é câncer de mama? É um tumor maligno que ataca o tecido mamário. É um dos tipos mais comuns, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer). Seu sintoma mais comum é o aparecimento de pequenos caroços na região das mamas sem dor associada (as dores só costumam ser sentidas nos mamilos). E pode atingir tanto homens quanto mulheres. A mamografia é o exame ideal nestes casos.
E o câncer de colo de útero? É um câncer que ataca a parte inferior do útero, o colo. Costuma aparecer a partir de algumas lesões, chamadas de “pré-malignas”. A vacinação para o HPV e o exame Papanicolau (que é um exame de checkup de lesões pré-malignas) são os métodos mais eficazes de prevenção e combate a esse tipo de câncer.
Uma vez que se entende sobre essas doenças, se pode imaginar o impacto que receber esses diagnósticos implica na saúde física e mental. Fatores como falta de rede de apoio, questões financeiras, traumas prévios, estresse, a forma como a notícia foi dada e preconceitos podem influenciar nesse momento.
Tudo isso pode levar distúrbios do sono, fadiga, náusea, perda de apetite, menopausa médica, ansiedade, depressão, estresse crônico, perda de memória e até estresse pós-traumático. Pois, essas pessoas precisarão passar não só por cirurgias, mas muitas vezes por terapias intensivas como quimioterapia, radioterapia e medicações de longa duração. E dentre essas cirurgias há aquelas que são extremamente invasivas, as de retirada de partes comprometidas pelos tumores.
Por isso, durante todo esse processo, o cuidado com saúde mental é de extrema importância. Ter na terapia um local em que se é possível de falar sobre suas dores, se expressar, ser acolhido, ter um espaço seguro para compartilhar o que se sente e elaborar essas questões é indispensável. Podendo assim evitar uma sobrecarga mental.
Psicólogo formado pela PUC-Campinas.
Psicanalista pós-graduado pela Mackenzie-SP.
Especializado em Psicanálise, Gênero e Sexualidade pelo Instituto Sedes Sapientiae.
Matheus Wada Santos
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