“Melquisedeque Rei de Salém, trouxe pão e vinho, era sacerdote do Deus Altíssimo” – Gn. 14:17-20
“tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” – Hb. 6:20
Marco César Aga*
Estranhamente vemos nas redes sociais e canais de televisão muitos homens religiosos, intitulando-se líderes, falando em nome de Deus. Alguns arvoram-se a mediadores dos fiéis, ditam regras, interpretam letras, profecias, sonhos e geralmente entram em rota de posições teológicas e doutrinárias divergentes, levando-os ao descrédito ou a confundir a cabeça dos seus ouvintes ou seguidores. Vejo que muito do que é dito contraria frontalmente os ensinos Daquele que buscam seguir e ser porta-voz: Jesus de Nazaré. Sem entrar em maiores detalhes e sem citar nomes ou sobrenomes, é necessário que se esclareça que em Cristo, Deus reconciliou Consigo a humanidade e estabeleceu um único sacerdote capaz de fazer mediação entre Ele e a humanidade: Cristo, sacerdote único e perfeito (Hebreus 7:20-28). Todo ser humano que buscar um contato com o Criador dos céus e da terra deve fazê-lo através do único sacerdote capaz de representá-los diante do Pai: Jesus Cristo o primogênito de entre os mortos. A relação de Jesus com a Lei e o Velho Testamento é rica no embasamento de sua missão e projeto para a humanidade. Antes de tudo já vemos Melquisedeque, o sacerdote, rei de Salém, homem sem descendência, sem participação em qualquer casta religiosa, trazendo pão e vinho para celebrar com Abraão, numa prévia da simbologia usada na Ceia do Senhor. E ali se diz que ele era sacerdote do Deus Altíssimo, sem mesmo Israel existir. Toda a conexão de Jesus com o Antigo Testamento resume-se ao prenúncio de sua vinda e ao propósito de inserir na humanidade um código de conduta moderno e diferenciado para aquela época. Misericórdia era a palavra de ordem. Ou o que seria o Ano Sabático e o Ano do Jubileu? Ou a preocupação legal com o órfão, a viúva e o estrangeiro? Rabisco essas palavras porque vivemos um momento de exploração da fé e da boa vontade de milhares de pessoas que buscam e precisam do Evangelho. A religiosidade tem tomado caminhos cruéis e distorcidos. Jesus fez de cada um que crê em seu nome um sacerdote diante do Pai, sem intermediários. E se queremos ser diferentes, que seja no amor, no perdão e na misericórdia. Amar é fazer sem olhar a quem, é decidir aceitar o próximo independente de qualquer mácula ou defeito. Perdoar é deixar o próximo nascer de novo na nossa vida e na nossa história sem ressentimentos ou mágoas. Misericórdia é colocar nosso coração na miséria do próximo, empatia, viver o problema alheio como se fosse nosso. Esse é o Evangelho de Cristo. O Deus de Jesus é o único Deus verdadeiro em todo o Universo e todos podem chegar a Ele de maneiras diversas, porque ninguém explica Deus. Vemos pessoas sem religião praticando os ensinos de Cristo e vemos religiosos importantes agindo sem compaixão e sem misericórdia o tempo todo, buscando apenas os seus próprios interesses. Se você busca um Deus para sua vida, experimente o Deus de Jesus Cristo, nosso eterno sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.
*Marco César Aga – ex-prefeito de Casa Branca/SP.
