A ciência produzida em São Paulo e, em especial, pelas universidades públicas do Estado, ganhou destaque em um ranking internacional. A USP aparece na 22ª posição entre as universidades que mais produzem pesquisas no mundo, enquanto a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) também figura na lista, na 668ª colocação.
O levantamento é elaborado pelo Centro de Estudos em Ciência e Tecnologia (CWTS), da Universidade de Leiden, na Holanda, e reúne 1.618 universidades na edição de 2026. A classificação considera a produção científica publicada na base Web of Science entre 2021 e 2024.
A USP registrou 19.660 publicações no período e caiu cinco posições em relação ao levantamento anterior, quando ocupava a 17ª colocação. Mesmo assim, permanece como a única universidade ibero-americana entre as 100 primeiras do ranking.
A instituição também se destacou em diferentes critérios analisados pelo CWTS. No impacto científico, ficou em 21º lugar na área de Ciências Biomédicas e da Saúde e em 6º em Ciências da Terra e da Vida. No indicador de gênero, que considera a participação de mulheres nas autorias científicas, a USP aparece em terceiro lugar geral, atrás de Harvard e Toronto.
Para São Carlos, o destaque fica ainda mais próximo. A UFSCar aparece entre as instituições brasileiras classificadas pelo ranking e ocupa a 668ª posição mundial, com 2.730 publicações consideradas no levantamento.
O ranking mostra ainda a forte presença da ciência chinesa no topo. Entre as 15 universidades mais produtivas, 13 são chinesas. A Universidade de Zhejiang lidera a classificação, com 43.729 publicações no período analisado.
Além da quantidade de pesquisas, o CWTS avalia aspectos como impacto científico, colaboração entre instituições, acesso aberto às publicações e participação por gênero. A metodologia é baseada em dados bibliométricos da Web of Science.
