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Aluno cria projeto com inteligência artificial para combater câncer de mama

Estudante da Fatec Ourinhos é premiado em congresso por trabalho que usa a ferramenta para auxiliar na leitura de mamografias

24/01/2024 22h42 - Atualizado há 1 mês Publicado por: Redação
Aluno cria projeto com inteligência artificial para combater câncer de mama Divulgação/FATEC/Ourinhos

Entre as muitas possibilidades de uso da Inteligência Artificial (IA), salvar vidas talvez seja uma das menos conhecidas. ‘Águeda – Uma Inteligência Artificial IA Para Detecção Precoce do Câncer de Mama’ é um projeto que pretende ajudar médicos e radiologistas a rastrear esse tipo de enfermidade.

Desenvolvido na Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) de Ourinhos, o trabalho foi reconhecido como o melhor projeto de iniciação científica em andamento na área de Ciências Exatas e da Terra no Congresso Nacional de Iniciação Científica Conic-Semesp, no final de 2023.

Em sua 23ª edição, o evento, que premia trabalhos de pesquisa e inovação de todo o país, é o mais relevante do setor e reuniu mais de 1,2 mil trabalhos.

MAMOGRAFIA GANHA AGILIDADE E PRECISÃO

O projeto Águeda é de autoria do aluno do sexto semestre de Ciência de Dados Wagner Lopes Cardozo. “Ao permitir maior a agilidade e precisão na conclusão dos laudos da mamografia, aumentamos as possibilidades de cura da paciente”, diz o jovem.

“No Brasil, o câncer de mama é o que mais incide sobre a população, e a detecção precoce é a chave para a cura”, lembra Robson Parmezan Bonidia, orientador do projeto ao lado da coorientadora, Rosemeiry de Castro Prado. “Sabemos que há muita tecnologia e muitos médicos especializados, mas não são acessíveis à maioria da população”, declara o professor.

“Nosso modelo classificador matemático-estatístico é uma rede neural artificial – ramo da ciência que desenvolve algoritmos denominados bioinspirados porque se baseiam na rede neural natural do ser humano”, explica Wagner.

CONHECIMENTO DISSEMINADO

Bonidia lembra que há muitos trabalhos nessa área usando metodologias já consagradas da computação da IA. Esses artigos, porém, ficam restritos aos escaninhos da academia. “Importa, de fato, a democratização do conhecimento”, acredita.

A intenção de aluno e orientadores é construir uma interface que possa ser disponibilizada para qualquer médico interessado. “As IAs acabam restritas aos países mais ricos do planeta. O Águeda, ao trazer tecnologia de grande porte para o Sul global, pode mudar a vida de qualquer pessoa”, conclui o orientador.

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