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Emprego industrial avança na Região Central

Período eleitoral sempre traz expectativas em relação às medidas econômicas da futura gestão nacional

24/09/2022 23h45 - Atualizado há 2 anos Publicado por: Redação
Emprego industrial avança na Região Central Divulgação

Diretor do CIESP destaca que apesar de toda a força e diversidade do parque fabril regional, ele não está imune e também sofre com os vários problemas que afligem toda a economia nacional

 

Apesar de todas as crises, guerra e até mesmo do período eleitoral, o setor fabril de São Carlos está vivendo um período de crescimento, principalmente na geração de novos postos de trabalho. Pelo menos é o que garante Marcos Henrique dos Santos, diretor titular do CIESP São Carlos.

Segundo ele, a indústria de São Carlos e região, nesse momento, está em um quadro de estabilidade, com alguns segmentos apresentando sinais de expansão na atividade. Mas no geral, o nível de atividade se mantém. “Num recorte das principais cidades da região do CIESP São Carlos, o nível de emprego está crescendo na indústria de transformação, com destaque para as cidades de Ibaté com crescimento de 754 postos de trabalho, Pirassununga com 506 postos e Descalvado com 121 postos, no acumulado de janeiro a agosto de 2022”, ressalta Santos.

Ele observa que o período eleitoral sempre traz expectativas em relação às medidas econômicas que a futura gestão nacional poderá adotar, dependendo da corrente política que saia vitoriosa das eleições presidenciais. “Mas qualquer que seja a orientação política, o futuro Governo terá que conduzir um país que está entre as maiores economias do mundo, que vem apresentando números positivos na recuperação da atividade econômica pós-pandemia e na recuperação do emprego. Porém, com enormes problemas a serem resolvidos, como diminuição de renda da população, inflação em níveis muito altos, juros altos, uma emergência na questão educacional, onde temos que recuperar toda uma geração que foi impactada pela pandemia, entre outros desafios”.

Santos explica que do lado da indústria, o que se constata hoje é um aumento do índice de confiança, que indicou crescimento de +0,8% na pesquisa de agosto realizada pela FGV, em função da diminuição dos custos decorrente da queda de preços de combustíveis e energia.  “Contudo, permanece a incerteza por parte dos industriais frente à manutenção de juros elevados e à dificuldade que ainda persiste na aquisição de matérias-primas, principalmente as importadas”, avalia ele.

Analisando a Indústria de Transformação na nossa região, segundo Santos podemos dizer que os principais segmentos apresentam sinais de estabilidade e até de algum crescimento.  “No setor de eletrodomésticos, infelizmente, tivemos o fechamento de uma importante empresa do setor, porém as outras demais aqui instaladas são líderes em seus segmentos, e estão expandindo seus negócios, com lançamento de produtos, inovação e incremento nas exportações. Apesar do mercado interno ter se retraído, fruto da política de juros altos que retrai o consumo das famílias e impacta diretamente nas vendas de eletrodomésticos, o setor vem encontrando meios para crescer.”

De acordo com Santos,  a indústria automobilística está num momento de transição tecnológica.  “Além disso, o Estado de São Paulo vem assistindo o fechamento de algumas plantas e mudanças para outros estados onde o custo de produção é mais competitivo.  Porém, como a nossa região produz basicamente motores e componentes automotivos, as indústrias, apesar de estarem sofrendo com aumento de custos e a falta de matérias-primas, vêm mantendo o ritmo de atividade”,  comenta ele.

Ele fala ainda sobre o setor de agronegócio, que hoje é a base da economia brasileira, e frisa que a região de São Carlos. participa deste segmento com as indústrias de máquinas agrícolas, implementos e produção de tecnologias voltadas ao agro.  “Na questão de tecnologia para a agroindústria, já ocupamos papel de destaque, pois hoje a agricultura de precisão requer cada vez mais o auxílio de novas tecnologias para aumentar a produtividade”, destaca.

“No segmento de material escolar e principalmente cosméticos, temos aqui uma líder mundial do setor, que vem ampliando seus negócios com lançamento de novos produtos e inserção em novos mercados. Também se destacam na nossa região a indústria de biocombustíveis e de fabricação de açúcar com presença significativa na economia de cidades como Pirassununga e Ibaté; a indústria de material médico e odontológico em São Carlos e Pirassununga, ração animal em Descalvado, cerâmica e vidro em Porto Ferreira”, explica Santos.

Por fim, Santos conclui que  a região tem uma indústria forte, inovadora e atuante. “Porém, ela enfrenta os problemas crônicos de toda indústria no Brasil, onde o Custo Brasil encarece em até 25% os produtos aqui fabricados em relação a países como China, EUA e Alemanha, por exemplo. O que vem causando uma forte desindustrialização do país, com redução da participação da indústria no PIB, que já foi de 21% em 1985 e em 2021 representou somente 11%, além de redução na participação no mercado externo.”

Ele lembra que o CIESP é parceiro da indústria da região e atua na defesa dos interesses do setor, pela luta na redução da carga tributária e simplificação do sistema de impostos e regulamentos, na capacitação de mão de obra junto com o SENAI e outras assessorias oferecidas aos associados.

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