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Greve afeta emissão de passaporte em São Carlos

14/08/2012 12h07 - Atualizado há 12 anos Publicado por: Redação
Greve afeta emissão de passaporte em São Carlos

O efetivo da Polícia Federal em São Paulo mantém os 30% do atendimento ao público, mas com a probabilidade de parar 100% dos serviços na próxima quinta-feira, caso o governo federal não atenda as reivindicações da categoria. A ampliação da greve afetará diretamente o birô de emissão de passaportes em São Carlos que acaba de completar um ano e emite 45 documentos por dia.

 

Segundo Evandro Ciaramello Racosta, escrivão e porta-voz do comando de greve, em Araraquara, os Ministérios da Justiça e do Planejamento já aprovaram o reenquadramento dos agentes, escrivães e papiloscopistas (perito especializado em trabalhar com a identificação humana) que hoje estão estruturados dentro do nível médio e passariam a configurar no nível superior, como determina lei aprovada ainda em 1996.

Com a mudança, as três categorias dentro da Polícia Federal passariam a ganhar salário equivalente ao de concursados com ensino superior, o que inclui aumento do piso salarial de R$ 7,7 mil para R$ 12 mil. Salários já pagos aos peritos e delegados.

Os servidores também pedem reajuste salarial, realização de novos concursos e aumento do efetivo, além do aumento dos auxílios alimentação, saúde, creche e transporte.

Racosta afirmou ainda que a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) propôs ao governo que o novo salário seja pago a partir de janeiro de 2012, parcelado em R$ 3 mil iniciais e que o resíduo, até chegar a R$ 12 mil, seja dividido no decorrer do ano. “Não estamos inflexíveis”, argumentou.

Na contabilidade da assessoria de imprensa do comando de greve, são 12 mil policiais federais divididos em 5 mil agentes, 2,5 mil escrivães e mil papiloscopistas. Além de 2,5 mil delegados e mil peritos. “No total são 8,5 mil policiais que estão enquadrados como nível médio sendo que todos já possuem curso superior”, afirmou Racosta.

Com esses números, o governo federal aumentaria o gasto com a Polícia Federal em R$ 36,5 milhões por mês e R$ 438,6 milhões por ano.

“Como boa parte do procedimento para emissão do passaporte é feito pelos funcionários terceirizados, nós não podemos obrigá-los a cruzar os braços. Mas a vistoria final e a assinatura para o documento serem validadas dependem de um policial federal. Caso não haja acordo com o governo, até a emissão do passaporte será prejudicada”, disse Racosta.

O porta voz do comando de greve afirmou que a categoria está sem reajuste salarial há sete anos e as perdas salariais chegam a 39,8%. “O último reajuste acima da inflação que a Polícia Federal teve foi em 2005, referente a perdas salariais anteriores aquele ano. A categoria teve que se contentar com esse valor ser pago pulverizado em três anos”, afirmou Racosta.

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