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Maioria jovem gera dois mundos diferentes em São Carlos

09/11/2011 17h26 - Atualizado há 12 anos Publicado por: Redação
Maioria jovem gera dois mundos diferentes em São Carlos

De acordo com os dados do  último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que,em São Carlos, a maioria dos habitantes possuem de20 a34 anos, representando mais de 58 mil habitantes, ou seja, 26,5% da população local. A pesquisa leva em conta os jovens que residem a mais de um ano na cidade. Cerca de 20 mil jovens são estudantes da USP e UFSCar. Este cenário apresenta dois mundos diferentesem São Carlos.

Segundo o professor Jorge Oishi, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), este alto índice de jovens se deve a aspectos específicos como as universidades instaladas na cidade.

“São Carlos é uma cidade que apresenta duas universidades interessantes e isso acaba atraindo os jovens, que vem estudar aqui, a permanecer e construir seu futuro profissional”, relata o professor.

Segundo Oishi, esse alto índice também é motivado pelo avanço de desenvolvimento de São Carlos, pois faz o controle natural de natalidade. “A população infantil cai à medida que o país avança e isso é um fenômeno que acontece em todas as cidades de destaque”. Ele afirma que a população idosa também apresenta um crescimento, em comparação as últimas pesquisas.

“As pessoas tem um maior poder aquisitivo e isso com certeza gera empregos, as pessoas consomem mais, movimenta mais a economia, os estudantes procuram mais moradias. Enfim, é todo um conjunto estrutural que é movimentado acerca dessa maioria de jovens”, comenta o representante da reitoria da UFSCar sobre a influência dessa população nessa especifica faixa etária.

O OUTRO LADO – Há também uma situação de incomodo social quando se fala de jovens que estão na outra extremidade da ponta, ou seja, por necessidade buscam o primeiro emprego cedo, e tendem a estudar a noite. Para o professor e sociólogo Marcos Roberto de Alcântara, as necessidades dos jovens ultrapassam os muros das universidades. “Como é a cidade dos jovens da periferia, dos jovens que não estão nas universidades públicas. Dos jovens que buscam o primeiro emprego”, questiona.

Alcântara vê com preocupação as faltas de políticas públicas culturais e de renda. “São Carlos tem carência em cultura popular para os jovens da periferia. Com essa carência vemos o acumulado de jovens nos finais de semana, em grupos, alto consumo de álcool. Isso acontece porque não é oferecido um espaço para eles, não há nada de concreto”, explica.

Além disso, o sociólogo afirma que problemas para se encontrar o primeiro emprego. “Ter uma cidade jovem apresenta problemas, entre eles será que há ou haverá empregos para essa mão de obra que surge”?

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