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Professora que pediu trabalho sobre pedofilia presta esclarecimento ao MP

24/11/2011 08h29 - Atualizado há 12 anos Publicado por: Redação
Professora que pediu trabalho sobre pedofilia presta esclarecimento ao MP

A professora da Escola Estadual Maria Ramos que pediu um trabalho sobre pedofilia na internet prestou esclarecimentos ao Ministério Público de São Carlos. A informação é do advogado Arlindo Basílio que defende a docente.

De acordo com Basílio a professora foi notificada pelo Ministério Público e explicou  o seu procedimento pedagógico. O advogado afirma que a professora não errou e teve um procedimento de cautela, orientando e pedindo para que os pais fiscalizassem e acompanhem o trabalho dos alunos. “Ela deixa bem claro no bilhete que é um trabalho de pedofilia e como os pais deveriam proceder junto com seu filho. Ela pede inclusive para que a conversa seja impressa e anexada. Neste caso foi um trabalho sobre pedofilia, mas poderia ter sido um trabalho sobre gravidez na adolescência, sobre drogas, sobre bullying”, explica Basílio.

Ainda segundo o advogado, está ocorrendo uma interpretação errada sobre a ação da docente. “Hoje todas as nossas crianças e adolescente tem acesso a internet, na maioria das vezes sem nenhuma orientação. Ele entram em salas de bate-papo, conversam sobre diversos assuntos. A professora quis apenas orientar e apresentar uma situação que existe, que é a pedofilia na internet. É inaceitável que uma profissional que orienta seus educandos seja criticada por fazer a sua função”, explica Basílio.

Processo Administrativo – A professora ainda não foi notificada pela Diretoria de Ensino da região de São Carlos sobre a abertura do processo, mas para Basílio, assim que receber a intimação para prestar esclarecimentos ela comparecerá a comissão processante.

Apesar da notícia sobre o trabalho solicitado pela docente ter sido noticiado nacionalmente, o advogado de defesa não acredita que haverá um pré-julgamento da professora. “As pessoas que integram as comissões não são pessoas que pré-julgam. Eu não creio que haverá um pré-julgamento da professora”, esclarece. Sobre as opiniões diferentes Basílio acredita que hoje há mais pessoas defendendo a ação da docente. “Teremos diversas opiniões. Alguns acham que ela agiu corretamente, que ela explicou o motivo do trabalho e pediu que os pais fiscalizassem e acompanhassem seus filhos. Há aqueles que vão encarar de forma diferente. É a pluralidade de opinião”. O advogado não acredita em um “linchamento” de sua cliente e também descarta que a opinião pública esteja condenando a docente. “Hoje ela [a professora] está muito abalada, mais logo que passar toda esta fase ela voltará as atividades normais”, finaliza.

Afastamento – Segundo a Secretaria de Estado da Educação a professora foi afastada, sem prejuízo de salário, da sala de aula preventivamente. Em nota o Estado informa que o afastamento é para preservar a integridade e a confiabilidade do processo de apuração e o direito de defesa.

MP – O promotor da Vara da Infância e Juventude, Marcelo Mizuno, disse que não irá pedir para a Polícia Civil instaurar inquérito uma vez que no seu entender não houve nenhum crime praticado pela professora. O caso ainda pode ser investigado pela Polícia Federal uma vez que a aluna tem dupla nacionalidade. Ela é nasceu nos Estados Unidos.

 

 

Entenda o caso

1 – Professora pede que alunos façam um trabalho sobre pedofilia na internet. Pede que junto com os pais os alunos entrem em sala de bate-papo e converse com possível pedófilo.

2 – Os pais de uma aluna de 12 anos procuram a imprensa e fazem a denúncia sobre o trabalho solicitado pela professora. No dia 12 de novembro, com exclusividade, o Jornal Primeira Página e o portal www.jornalpp.com.br publicam a matéria.

3- A entrevista dos pais ganha repercussão nacional e internacional

4- No dia 16 de novembro começa oficialmente o afastamento da professora. No mesmo dia a professora alertou o consulado norte-americano, uma vez que a aluna é nascida nos EUA.

5 –  Dia 17 de novembro a família registra um boletim de ocorrência na Polícia Federal de Araraquara.

 

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Marcelo
Marcelo
12 anos atrás

Metodo pedaogico inadequado, pois como vai saber quem é o tal pedofilo, que consequencias levaria esse contato e mais um encontro na catedral com um suposto pedofilo, e a consequencia disto, deste encontro, mesmo sendo monitorado, leraia um sequestro da criança, uma tentativa de abusos, homicidio? quantas consequencias levaria essa atitude. Pode sim trabalhar o tema, mas em sala de aula com expplicações, e mais ainda explicar o que é um pedofilio o que trata a pedofilia. Será que uma criança de 10, 11, 12, 13 anos sabe realmente o que é um pedofilio?

Marcelo
Marcelo
12 anos atrás

Metodo pedaogico inadequado, pois como vai saber quem é o tal pedofilo, que consequencias levaria esse contato e mais um encontro na catedral com um suposto pedofilo, e a consequencia disto, deste encontro, mesmo sendo monitorado, leraia um sequestro da criança, uma tentativa de abusos, homicidio? quantas consequencias levaria essa atitude. Pode sim trabalhar o tema, mas em sala de aula com expplicações, e mais ainda explicar o que é um pedofilo o que trata a pedofilia. Será que uma criança de 10, 11, 12, 13 anos sabe realmente o que é um pedofilio?

gislayni
gislayni
12 anos atrás

que legau mais como ele sabe de tudo isso m rsrs s2s2

katia barboa
katia barboa
12 anos atrás

entendo que ela pensou em ajudar,claro que se mandar minha filha fazer um trabalho asim eu procuraria a professora com a diretora para me eclarecer,mas hoje maioria gota de midia então foi assim so para se aparecer,por que esse problema poderia ser resolvido dentro da escola.hoje muitas coisas estão relacionadas por internet.so lembrar do caso do CDHU.se for assim então devemos condenar os autores de novela e etc…………

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