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Promotor é réu

Pode sair hoje ou amanhã a sentença que vai definir o destino de Thales Ferri Schoedl, que no dia 30 de dezembro de 2004 matou o são-carlens

03/06/2024 00h38 - Atualizado há 2 semanas Publicado por: Redação
Promotor é réu Foto: O jogador de basquete Diego Modanez (seus pais Sônia e Fábio Pira) estaria hoje com 39 anos de idade Foto: Arquivo Pessoal

Marco Rogério 

Começou na manhã de ontem, volta das 10h, com muitos protestos e pedido de “Justiça” por parte de amigos e familiares de Diego Modanez, no Fórum Criminal de Bertioga, o tribunal do júri de Thales Ferri Schoedl. O ex-promotor de Justiça atirou e matou um jovem e deixou outro ferido em uma praia de Bertioga (SP), no Litoral Paulista.

O júri popular ocorre quase 20 anos após o crime. Ele havia sido absolvido, mas a decisão foi anulada. Ontem foram escolhidos os 7 jurados. A previsão é que 15 testemunhas sejam ouvidas, o que deve fazer com que o julgamento termine hoje, terça-feira, 4 de junho ou amanhã, quarta-feira, 5 de junho.

O crime aconteceu em 30 de dezembro de 2004 no fim de um luau na Praia da Riviera de São Lourenço. Schoedl, na época com 29 anos, foi preso em flagrante por atirar contra dois jovens, de 20. Felipe Cunha de Souza foi ferido no fígado, mas sobreviveu aos ferimentos. Porém, Diego Mendes Modanez morreu após ser socorrido.

Como pertencia aos quadros do Ministério Público, Schoedl teve direito de ser julgado em 2008 pelos desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). O réu foi absolvido por unanimidade, mas foi exonerado do cargo de promotor em 2018 e perdeu o direito ao foro especial. Por isso, o primeiro julgamento foi anulado.

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a previsão é que 15 testemunhas sejam ouvidas;

Em nota, os advogados Fernando Cesar de Oliveira Faria e Diego Renoldi Quaresma de Oliveira destacaram que Schoedl confia que “a justiça será feita perante o Tribunal do Júri”.

Segundo a defesa, o ex-promotor foi absolvido porque agiu em legítima defesa, já que corte especial do TJ-SP não baseou a decisão no cargo que Schoedl ocupava. Ainda segundo os advogados, a situação aconteceu bem distante da praia, mas perto de um shopping.

O CRIME

Em 30 de dezembro de 2004, o promotor saiu de uma festa na Riviera de São Lourenço acompanhado da namorada, Mariana Ozores Bartoletti, quando passou por quatro jovens, entre eles as duas vítimas. À época, o ex-promotor alegou que um dos jovens teria mexido com a namorada dele, chamando-a de “gostosa”.

Uma discussão começou e Schoedl teria sacado uma pistola Taurus, calibre .380, e disparado na direção das quatro pessoas. Os disparos atingiram Diego Mendes Modanez, que morreu, e Felipe Siqueira Cunha de Souza, que sobreviveu.

A defesa do ex-promotor cita que no grupo de pessoas que provocaram a namorada de Schoedl estavam mais de 10 pessoas “de alta estatura, integrantes de um time de basquete”. Disse ainda que os disparos não foram direcionados à turma, mas que foram tiros de “advertência”.

 

 

 

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