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“Usar exame como referência é equívoco”, diz especialista

28/11/2012 11h41 - Atualizado há 11 anos Publicado por: Redação
“Usar exame como referência é equívoco”, diz especialista

A divulgação dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011, feita semana passada, motivou comparações dos resultados obtidos pelas escolas, e a elaboração de um ranking do que seriam as “melhores” e as “piores” instituições. Mas segundo Maria Lucia Barros de Azambuja Guardia, coordenadora de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional da Secretaria da Educação estadual, tomar os dados do Enem como critério para elaboração de um ranking é um equívoco: “O Enem é uma avaliação por adesão individual dos alunos e, portanto, é equivocado utilizá-lo como referência para o resultado geral das redes de ensino”, diz.

 

Segundo Guardia, a avaliação cujo resultado pode apontar o desempenho do Estado e das redes de ensino é o Ideb (Índice Nacional da Educação Básica), que se baseia no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), já que esses exames são feitos a partir de uma amostra representativa das escolas. “Nesse indicador, a rede estadual de São Paulo apresentou avanços significativos no Ensino Médio, ficando atrás apenas de Santa Catarina”, explica.

O resultado do Ideb é obtido cruzando os seguintes dados: o desempenho dos alunos nas avaliações das disciplinas de Português e Matemática é cruzado com o chamado Fluxo, que é o índice de evasão escolar de alunos por escola.

Em nota, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Educação do Estado disse que “é preciso deixar claro, como o próprio ministro da Educação observou ao divulgar os resultados do Enem, que as escolas de Ensino Médio que se destacaram no exame, inclusive as federais, são aquelas que selecionam seus alunos. Por isso, vale destacar que a obrigação da Educação de São Paulo não é com uma parte de seus estudantes, mas com todos eles, com toda a sociedade”.

As notas médias das 21 escolas de São Carlos no Enem variaram entre 463,9 e 642,5. A escola que participou com o maior número de alunos foi a Jesuíno de Arruda, com 210 estudantes. Da escola Querigma participou a menor quantidade de alunos: 12 estudantes ao todo.

 

BRASIL EM PENÚLTIMO

Resultados de uma pesquisa encomendada pela empresa Pearson, e recentemente publicados, apontam a educação brasileira como a penúltima em qualidade numa lista de 40 países. O estudo, realizado pela Economist Intelligence Unit (EIU) teve como objetivo comparar as habilidades cognitivas e o desempenho escolar dos alunos desses países. As variáveis observadas foram: resultados de testes de matemática, de leitura e de ciências; resultados educacionais sobre alfabetização e taxas de conclusão de escolas e universidades de cada país.

 

 

 

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