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Biblioteca Nacional lança o Prêmio Carybé, dedicado à ilustração

Categoria celebra o pintor, desenhista, ilustrador, ceramista e jornalista argentino naturalizado brasileiro

10/05/2024 06h02 - Atualizado há 2 semanas Publicado por: Redação
Biblioteca Nacional lança o Prêmio Carybé, dedicado à ilustração Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), anuncia uma nova categoria de seu Prêmio Literário, um dos mais prestigiados do país: o Prêmio Carybé, dedicado à ilustração. O nome é uma homenagem ao pintor, gravador, desenhista, ilustrador, ceramista, escultor, muralista, pesquisador, historiador e jornalista argentino naturalizado brasileiro, Hector Julio Páride Bernabó, o Carybé.

Nascido em Lanús e radicado no Brasil em 1949, Carybé viveu na Bahia por quase 50 anos, onde fez amigos como Dorival Caymmi e Jorge Amado. Em Salvador, desenvolveu profunda conexão com a cultura e os artistas locais: o candomblé, a capoeira e o samba de roda foram grandes inspirações para sua obra. O artista faleceu em outubro de 1997 na capital baiana.

“Havia uma demanda antiga para uma categoria voltada à ilustração em nossos prêmios literários. É uma grande alegria poder lançá-la, homenageando o grande artista que foi Carybé, por traduzir com sua imensa sensibilidade as partes profundas do nosso país”, comemora o presidente da Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi. O edital do Prêmio Literário Biblioteca Nacional será lançado até meados de junho.

Novas categorias

Desde o início da gestão de Marco Lucchesi à frente da FBN, três novas categorias foram criadas no Prêmio Literário. No início deste ano, a instituição anunciou o Prêmio Adolfo Aizen, dedicado às histórias em quadrinhos. No ano passado, foi lançado o Prêmio Akuli – dedicado ao registro de histórias e cantos das tradições orais quilombolas, ribeirinhas e indígenas do Brasil.

O primeiro trabalho vencedor do Prêmio Akuli foi o livro “Jenipapos” (MINA Comunicação e Arte), de autoria coletiva de Ailton Krenak, Alik Wunder, Allan da Rosa, Angela Dannemann, Beleni Grando, Bruno Kaingang, Conceição Evaristo, Cristine Takuá, Daniel Munduruku, Darlene Yaminalo Taukane, Dona Liça, Dona Vanda Pajé, Edson Kayapó, Eliane Potiguara, Isabella Rosado Nunes, Mauricio Negro, Trudruá Dorrico e Yaguarê Yamã.

Prêmio Literário Biblioteca Nacional

Concedido anualmente desde 1994, o prêmio tem por objetivo reconhecer a qualidade intelectual das obras publicadas no Brasil. Atualmente, é dividido em doze categorias: Poesia (Prêmio Alphonsus de Guimaraens), Romance (Prêmio Machado de Assis), Conto (Prêmio Clarice Lispector), Tradução (Prêmio Paulo Rónai), Ensaio Social (Prêmio Sérgio Buarque de Holanda), Ensaio Literário (Prêmio Mario de Andrade), Projeto Gráfico (Prêmio Aloísio Magalhães), Literatura Infantil (Prêmio Sylvia Orthof), Literatura Juvenil (Prêmio Glória Pondé), Histórias de Tradição Oral (Prêmio Akuli), Histórias em Quadrinhos (Prêmio Adolfo Aizen), Ilustração (Prêmio Carybé).

A cada edição, são constituídas Comissões Julgadoras – uma por categoria – formadas por três membros escolhidos entre especialistas de cada área. As comissões analisam critérios como qualidade literária, originalidade, contribuição à cultura nacional, criatividade no uso dos recursos gráficos e excelência da tradução. A premiação de R$ 30 mil para os vencedores em cada categoria. Os resultados são divulgados no Diário Oficial da União e no portal da FBN.

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