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Museu da Língua Portuguesa tem entrada gratuita aos finais de semana

Exposição temporária Línguas africanas que fazem o Brasil é um dos destaques

06/06/2024 05h47 - Atualizado há 2 semanas Publicado por: Redação
Museu da Língua Portuguesa tem entrada gratuita aos finais de semana Foto: Governo de SP

A partir deste mês de junho, o público ganha mais um dia para visitar gratuitamente o Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Os ingressos serão grátis para todas as pessoas aos sábados, como já ocorre, e agora também aos domingos, quando a visitação aos espaços expositivos costuma ser mais tranquila.

E vale incluir o Museu na programação cultural de junho por vários motivos. Neste release, elencamos alguns destaques até 20 de junho.

Exposição temporária Línguas africanas que fazem o Brasil
Com curadoria do músico e filósofo Tiganá Santana, a exposição Línguas africanas que fazem o Brasil destaca a forte presença do iorubá e de línguas dos grupos eve-fon e bantu na configuração do português falado no Brasil. Isso transparece em nosso vocabulário, na nossa maneira de pronunciar as palavras e até mesmo de entoar as frases.

A mostra utiliza experiências audiovisuais e imersivas para apresentar as linguagens verbais e não-verbais de origens africanas que ajudaram a moldar a cultura brasileira. Um dos trabalhos que chamam a atenção é uma sala interativa, onde o visitante é surpreendido com imagens ao falar alto palavras como axézumbi afoxé. O texto completo sobre a exposição pode ser acessado neste link.

A exposição conta com patrocínio máster da Petrobras, patrocínio da CCR, do Instituto Cultural Vale, e da John Deere Brasil; e apoio do Itaú Unibanco, do Grupo Ultra e da CAIXA.

3ª Feira de Troca de Livros
No dia 8 de junho (sábado), das 14h às 17h, acontece a 3ª edição da Feira de Troca de Livros, no Saguão B, Pátio B e Calçada do Museu. A atividade tem como objetivo proporcionar um espaço de encontro por meio do livro e da literatura e ainda incentivar a leitura.

A cada edição, as pessoas são estimuladas a trocar com o Museu até oito livros em bom estado: sendo quatro livros por outros quatro livros da instituição e quatro livros por quatro ingressos (válidos até 29 de dezembro de 2024). Caso a pessoa queira doar mais livros ao Museu, não há limite, desde que respeitadas as categorias literárias indicadas.

São aceitos livros de literatura infantil, infantojuvenil e adulta nos gêneros poesia, ficção, histórias em quadrinhos, zine, cordéis, biografias, autobiografias, ensaios e arte. Os livros ficam disponíveis para troca ou são oferecidos a pessoas em situação de vulnerabilidade. Com esta atitude, o Museu pretende tornar a feira um evento acolhedor e acessível a todos os públicos.

Quem estiver presente na feira também pode realizar a troca de seus livros entre si, sem a intermediação da equipe do Museu.

E já programe-se: a 4ª Feira de Troca de Livros vai acontecer em 20 de julho.

Clube de leitura: livro Minha pátria é a língua pretuguesa
Escrita pelo angolano Kalaf Epalanga, a obra Minha pátria é a língua pretuguesa (Todavia) será o tema do encontro de junho do clube de leitura do Museu. A atividade, que integra a programação do Papo Literário: narrativas negras em língua portuguesa, vai acontecer no dia 15 de junho (sábado), das 14h30 às 16h30, no Saguão B, com entrada gratuita e mediação do historiador Allan da Rosa. Durante o encontro, haverá sorteio de livros.

O livro reúne crônicas que abordam as sequelas da colonização portuguesa e da guerra civil na sociedade de Angola e o processo de descolonização cultural. Além disso, o escritor, radicado em Berlim, na Alemanha, procura mostrar as estratégias individuais dos africanos na Europa e o reconhecimento progressivo da literatura e da música do vasto continente da África em outras partes do mundo.

No encontro do Papo Literário, tendo como base o livro de Epalanga, o historiador Allan da Rosa pretende abordar a relação entre os continentes africano e sul-americano e de que forma a crônica pode promover laços entre África e Brasil.

A curadoria do Papo Literário em 2024 é de Camilla Dias, integrante dos coletivos Lendo Escritores Negro-Brasileiros e Leituras Decoloniais, além de autora do perfil @camillaeseuslivros no Instagram.

E já coloque em sua agenda: o encontro de julho do Papo Literária está marcado para o dia 13 de julho. O livro em destaque será o “Poemas da recordação e outros movimentos”, de Conceição Evaristo. A mediação será de Lubi Prates.

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