A profissão de DJ vai muito além de apertar o play. É um trabalho que envolve sensibilidade, técnica e leitura de público, capaz de alegrar duas partes essenciais de qualquer evento: o profissional que vive da música e o público que encontra na pista um espaço de celebração, diversão e conexão.
Em São Carlos, há profissionais que proporcionam esta viagem alucinante ao passado e traz a adrenalina para o presente. Atualmente, a cidade conta com cerca de 30 DJs atuantes, representando diferentes vertentes musicais. A cena local é diversa e se divide em várias “tribos”, onde se destacam repertórios de flashback, black music, soul, R&B, axé, hip-hop, música eletrônica, pop e outros estilos que surgem e se renovam a cada ano.
Paralelamente, neste final de semana, mais precisamente no dia 11, se encerra o chamamento público realizado pela Prefeitura Municipal para DJs nos estilos samba, funk e axé interessados em participar dos eventos municipais de Carnaval. A iniciativa representa uma grande oportunidade para os profissionais do município de São Carlos apresentarem seu talento, ganharem visibilidade e, claro, receberem o cachê mais do que merecido por animar os foliões da cidade.
No Brasil
No Brasil, a profissão de DJ teve início no final da década de 1950, tendo como pioneiro Oswaldo Pereira, conhecido como DJ Oswaldo. Antes dele, as festas eram dominadas por orquestras, que tinham custos elevados e eram inacessíveis para grande parte da população. DJ Oswaldo inovou ao utilizar toca-discos e um sistema de som artesanal para substituir as bandas ao vivo, tocando discos de vinil com gêneros como swing, rock e samba. Essa iniciativa democratizou o acesso à música e pavimentou o caminho para a cultura DJ no país.
Durante muitos anos, a atividade operou em uma “zona cinzenta” entre músico e técnico de som. A regulamentação oficial da profissão passou a ser discutida mais recentemente no Congresso Nacional e no Senado, por meio de projetos de lei como o PLC 138/2018, que propõe alterações na CLT para o reconhecimento formal do ofício.
A presença feminina também marcou a história da discotecagem no Brasil. A primeira DJ mulher reconhecida foi Sônia Abreu, que atuou entre o final dos anos 1960 e a década de 1970 como produtora musical da Rádio Excelsior, de 1968 a 1978, destacando-se também na discotecagem da emissora.
Em São Carlos, por volta de 1995, a primeira DJ mulher a se apresentar em evento público foi DJ Mara Porto, em um evento de charme, pagode e black music realizado em espaço aberto ao público, na creche Anita Costa, marcando um capítulo importante da cena local.
Nossos DJs
DJ Mara Porto
Em 1995, aos 18 anos, fez seu primeiro grande investimento ao adquirir um par de toca-discos e entrar definitivamente nos eventos da região, atuando em cidades como Porto Ferreira, Descalvado, Pirassununga e São Carlos. DJ Mara Porto se destaca pelas mixagens e pela condução do repertório, sempre com o objetivo de agitar a pista e não deixar o público parado.
Seu repertório transita por diversas vertentes, como flashback dos anos 80 e 90, MPB, axé, funk comercial, sertanejo, entre outros estilos que garantem a animação da pista.
A profissão de DJ foi um divisor de águas em sua vida a partir dos anos 2000. Apesar de formada em Recursos Humanos, onde recebia o mínimo para sobreviver, ao se destacar na cena DJ passou a quadruplicar seus ganhos, dedicando-se cada vez mais à profissão.
“Ser DJ vai além de dar um play. Ser DJ é fazer a alegria do próximo”, relata.
Atualmente, atua em clubes de todo o estado de São Paulo e em eventos particulares em São Carlos.
Contato: (16) 99100-3746.
Netto Buck
Com uma carreira sólida, já dividiu palco com grandes artistas e se apresentou em diversos estados do Brasil, além de experiências internacionais. Seu diferencial está no feeling apurado e no compromisso com o bom gosto musical, construído ao longo de mais de duas décadas de atuação.
Atualmente, Netto Buck está focado na produção musical e no desenvolvimento de diversos projetos voltados à música eletrônica e a formatos variados de entretenimento.
DJ Ander Z
Participou de grandes festivais do gênero e também trabalhou como produtor de eventos até 2010. Nesse mesmo ano, integrou o elenco do programa Pânico na Band, na Rede Bandeirantes de Televisão, atuando como DJ e sonoplasta por três anos.
Após esse período, retornou às pistas como DJ e produtor de música eletrônica. Atualmente, promove bandas e agencia DJs por meio da Play Music Produtora, em São Carlos.
Participou de grandes festivais no litoral norte ao lado de nomes como DJ Alex Tello, DJ Mau Mau e DJ Ivan Bellucci, especialmente nos anos de 2022 e 2023. Nos dias atuais, DJ Ander Z atua no ramo do entretenimento para empresas e festas particulares.
“Ser DJ, além de prazeroso, abre portas. Muitas oportunidades surgem, grandes amizades são feitas e os recursos são bons quando conseguimos fazer boas pistas e promover alegria para os clientes. É muito bom ser DJ e viver da profissão”, destaca.
DJ Regis Furtado
Atualmente, trabalha no ramo de locação de equipamentos, discotecagem em eventos e produção de entretenimento em diversas cidades da região.
Segundo DJ Regis, a profissão proporciona grandes oportunidades e abre portas na sociedade, além de garantir até hoje sua estabilidade financeira, pessoal e profissional.
Ele destaca ainda a necessidade de maior incentivo aos profissionais da “velha guarda” da região e reforça seu lema:
“Vitrola velha é que faz a pista boa!”
