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Consumidor precisa pesquisar para evitar ‘Páscoa salgada’

Mesmo com a alta de vários produtos da culinária da Semana Santa, a expectativa do setor é de aumento no consumo em até 20%

27/03/2024 23h40 - Atualizado há 2 semanas Publicado por: Redação
Consumidor precisa pesquisar para evitar ‘Páscoa salgada’ Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Mais um feriado tradicional passa a ser comemorado a partir de amanhã. A Páscoa é uma data importante no calendário cristão, que influencia na alimentação dos que seguem essa tradição. Mas a comemoração promete ser um pouco mais salgada para os brasileiros neste ano.

Para a celebração da Semana Santa, a procura pelos pescados e itens que compõem a cesta da Páscoa aumentam. A receita, então, começa na pesquisa pelos ingredientes.

Segundo o levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), até o início de março, o valor dos peixes frescos subiu 5,18% e o bacalhau, a estrela dentro dessa tradição, já registrou aumento de 10,91%. A alta não deve parar por aí. Com a proximidade do feriado, os preços tendem a aumentar ainda mais.

Outros itens da mesa de Páscoa registraram aumento médio de 12%, em comparação com o ano passado. A taxa ficou bem acima da inflação acumulada entre abril de 2023 e março deste ano registrada pelo índice de preços ao consumidor.

“A boa notícia é que essa alta de preços tem data para terminar. A gente já tá no outono, essa é uma estação um pouco mais amena para esses alimentos in atura. A oferta deve aumentar e o preço dela gradualmente deve começar a cair devolvendo esse aumento acumulado nos últimos”, afirma o pesquisador da FGV, André Braz.

Entre os itens que mais subiram, estão os ovos, a cebola, o tomate, a cenoura e o vilão dessa páscoa: o azeite de oliva, que registrou alta de 24,7%.

O tradicional ovo de páscoa também está pesando mais no bolso dos brasileiros. O cacau, a matéria prima para a fabricação de chocolates, registrou uma alta de quase 80% nos últimos 12 meses fazendo com que o preço dos bombons e chocolates nessa época registrasse uma alta de 9,65% para o consumidor.

O setor de supermercados também está bastante otimista com as vendas neste período. E um dos principais motivos é o aumento registrado no consumo dos lares brasileiros.

“Quando nós comparamos o volume de vendas do ano passado no mesmo período com relação esse ano, a gente já registra um aumento acima de 20%. Ou seja, o consumo das famílias vem crescendo ao longo dos anos. A Páscoa, da mesma forma do ano passado que teve um bom desempenho, esse ano também está se repetindo. Então, há um equilíbrio até porque nesse período onde se concentra também as maiores ofertas e promoções pelo supermercado”, conclui Márcio Milan, vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

DICAS PARA ECONOMIZAR NESTA PÁSCOA

Em tempos de dificuldade econômica e preços em alta, o economista Paulo Cereda afirma que o brasileiro terá que pesquisar muito antes de comprar os produtos tradicionais para a Semana Santa. “Sempre deve pesquisar, principalmente quando falamos de itens de alimentação que são sensíveis a questões climáticas sazonais e flutuações na demanda. A pesquisa não deve ser somente no preço de itens iguais, mas também em possíveis vantagens para substitutos”, explica ele.

Outra dica importante, segundo Cereda, é avaliar o custo total da compra, atravessar a cidade para conseguir um desconto de dois ou três reais não vale a pena. Os custos com transporte ou locomoção ficarão maiores que o desconto.

“A alta dos preços tem a ver com a data ou com outros fatores. No caso da batata tem a ver com fatores climáticos que impactaram regiões produtoras como o Paraná. Soma-se a isso a demanda maior por conta da época (sazonalidade) ambos somados, menor oferta e maior demanda, tem impacto sensível nos preços finais”, pondera o economista.

A respeito do bacalhau, que é um dos itens mais caros da culinária da Sexta Feira Santa, Cereda destaca que é preciso avaliar se a substituição é viável. “Não sou um apreciador de bacalhau então somente vou opinar sobre a possibilidade da substituição. Sendo possível trocar itens sem grande impacto no prazer da mesa de Páscoa em família, sempre será a melhor opção”, reflete.

E para quem tem filhos, sobrinhos e netos crianças e que não ficam sem ovos de páscoa de jeito nenhum, Cereda dá uma dica interessante. “No caso dos ovos de chocolate, acredito que uma ótima opção é chamar a garotada para uma atividade em família, produzir os próprios ovos em casa. Não só preço ficará mais em conta, mas a experiência de trabalhar em equipe e a atividade em família ficarão gravadas positivamente na memória da criançada. A internet tem um enorme variedade de tutoriais a respeito do assunto”, completa.

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