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Falta mão-de-obra em São Carlos

06/12/2012 11h08 - Atualizado há 11 anos Publicado por: Redação
Falta mão-de-obra em São Carlos

A indústria de São Carlos teve, no ano de 2012, saldo negativo de empregos: – 433, ao contrário do que aconteceu no mesmo período de 2011, quando o saldo foi positivo em 524. Mesmo em uma circunstância de perda de vagas de trabalho na indústria, setores de recursos humanos se preocupam com a dificuldade de encontrar profissionais qualificados. É o que afirma Romulo Zoia, que trabalha há 18 anos com recursos humanos na cidade:

“Existe uma carência de profissionais qualificados. Quando falamos de níveis de graduação e de níveis técnicos, a dificuldade e o tempo de preenchimento de vaga esta superando uma média, que é de 15 dias para qualquer recrutador que faz um processo de triagem. Hoje, este prazo está na maioria das vezes em 45 dias. Eu enfrento essa dificuldade diuturnamente”, afirma Zoia, que explica que esses 30 dias a mais significam perda de resultados, perda de tempo em relação a novos projetos e, sobretudo, a aumento da expectativa do candidato (se referindo aos profissionais graduados). Para ele, um dos caminhos para que os candidatos mais qualificados fiquem na cidade seriam programas de trainee: “Mas lamentavelmente isso não é um costume em São Carlos”, diz.

Para o economista e professor da UFSCar, Luiz Fernando Paulillo, existe uma enorme diferença entre as políticas de recursos humanos de cada empresa: “E a empresa que reclama que não consegue contratar gente boa é, na verdade, uma empresa com uma política de gestão de pessoas que não é tão boa quanto outras, que estão conseguindo reter essas pessoas”, diz.

 

Técnicos

Segundo Zoia, os RH’s  têm dificuldade também em preencher vagas para níveis técnicos: “Muitos optam pela engenharia”, diz.

“O que observamos”, diz Marcio Marinho, diretor do Senai em São Carlos, “é que o país há bastante tempo não observa crescimento econômico. Quando melhora um pouquinho, é natural que surja essa ideia de ‘apagão de mão de obra’. No Senai, olhamos essa ideia com bastante reserva, pois somente este ano nós emitimos 5.189 certificados, e 90% dos alunos com 1 ano de formados estão empregados. Na programação de janeiro são 800 vagas disponibilizadas que serão preenchidas”.

Marinho afirma que o Senai tem buscado atualizações constantes com o mercado: “Temos possibilidades – e nosso papel é esse – de, junto com a indústria, encontrar soluções educacionais para atender as necessidades específicas delas. Estamos à disposição, as indústrias podem nos procurar e temos condição de montar um curso sobre medida”, diz.

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