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Stürmer tenta foca o tri na patinação artística

22/10/2011 22h02 - Atualizado há 13 anos Publicado por: Redação
Stürmer tenta foca o tri na patinação artística

sem-imagemO Brasil estreia na competição de patinação artística neste domingo, 23, para reafirmar uma hegemonia e apontar caminhos para o futuro. Esta é a avaliação de Janaína Espíndola, chefe da equipe brasileira, que conta em Guadalajara com o bicampeão Pan-americano Marcel Stürmer e a revelação Talitha Haas. “Vejo nosso time forte. Foram disputadas várias seletivas. Além disso, desde fevereiro a patinação artística tem treinado com técnicos italianos, americanos e argentinos. Isso é bom”, acredita. A competição começa com as apresentações dos programas curtos feminino, às 17h30 (20h30 horário de Brasília), e masculino, às 18h45 (21h45 horário de Brasília).

Janaína é só elogios a Marcel, medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos Santo Domingo 2003 e Rio 2007. “Para nós, ele é motivo de muito orgulho. Um atleta que conseguiu se profissionalizar dentro de um esporte amador. A patinação é a vida dele.” Marcel agradece e se diz pronto. “Sinto a responsabilidade de dar o meu melhor na competição, ninguém quer essa medalha de ouro mais do que eu. Acredito que, a partir do momento que você torna as expectativas dos outros as suas próprias, você desfoca e abre espaço para essas pessoas interferirem na sua prova. E eu não confio em ninguém como eu confio em mim”, afirmou.

Mas Marcel terá um desafio a mais pela frente. Vítima de um roubo em Porto Alegre, ele embarcou para o México sem patins e roupa de competição. “A chegada foi conturbada. Antes de competições importantes, não gosto de treinar muito. Mas aqui em Guadalajara, cheguei à Vila e fui direto treinar. Tenho feito até dois períodos”, contou Marcel, que corre contra o tempo para se acostumar com os novos patins – ele diz que um par leva cerca de três meses para ficar macio. “É como você estar acostumado a escrever com a mão direita e de uma hora para outra ter que usar a esquerda. Os seus movimentos não são automáticos”, revelou. Marcel, no entanto, tem feito de tudo para superar o problema. “Numa situação de alerta dessas, é claro que muda. Eu tentei tanto me convencer que vou conseguir que, depois do primeiro dia, parecia que estava com os patins há uma semana”, revelou.

Esse é o desafio. As condições do clima em Guadalajara, que está a 1.500m do nível do mar, nunca assustaram. “Eu, na verdade, venho treinando há anos para todas as provas, nunca deixei de ir a uma competição do calendário, então isso já vai preparando. Claro que o treinamento dos últimos meses pensando apenas no Pan faz a diferença. Mas em relação à altitude, ela existe e será igual para todos. Eu me preparei o melhor que pude e espero não sentir”. A disputa deve ser acirrada. “Acredito que o argentino, o americano e o colombiano também estejam bem preparados. Eu estou indo em busca do tri campeonato”, reiterou.

A companheira de Marcel na delegação também é elogiada pela chefe de equipe . Janaína afirma que Talitha Haas tem muito futuro no esporte. “Ela é uma grata surpresa para o Brasil. De três anos para cá, seus resultados são muito bons. Em 2009, a Talita se tornou a primeira brasileira a ganhar medalha num Mundial”, empolga-se. Mas Janaína fica animada mesmo com a obstinação da menina, que, aos 16 anos, treina quatro horas por dia. “Ela está com sede de medalha”. Talitha dividiu com a treinadora os méritos pelos bons resultados. “Acho que esses elogios são resultado do meu esforço, junto com Janaína, que é essencial para a minha evolução. Estou me sentindo muito feliz e me esforçando muito para que tudo dê certo”, disse.

Talitha até mudou um pouco a rotina para não ser surpreendida pela altitude de Guadalajara. “Faz diferença sim, mas eu estou me preparando muito bem. Além do treino com patins e de passar o solo muitas vezes, também estou fazendo preparação física, correndo e fazendo circuitos”, revelou.

As rotinas já estão definidas e ensaiadas. Talitha vai homenagear o Brasil com um samba em seu programa longo. A música inclui trechos de Brasileirinho, entre outras canções. Já Marcel usará Cisne negro no programa curto e apresentará uma nova coreografia, inspirada em James Bond, no programa longo, espécie de final, para tentar seu terceiro ouro pan-americano consecutivo.

“Procurei encontrar uma música-tema internacional que todos conhecem, por isso o agente 007. Sem falar que o personagem é corajoso e determinado, características indispensáveis na competição”, acredita Marcel. Num momento em que tantos obstáculos têm que ser superados na busca pelo tricampeonato, a escolha chega a ser emblemática “Pois é. Agora interpretação não será mais apenas artística. Vou ter que incorporar o James Bond. Quero fazer o meu melhor”, encerrou. (cob.org.br){jcomments on}

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