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Investimento em segurança

Custo estimado para garantir segurança é de R$ 50,00 por pessoa e envolve principalmente as operações de onboarding digital

06/06/2024 00h54 - Atualizado há 3 semanas Publicado por: Redação
Investimento em segurança Foto: USP/Ribeirão Preto

DA REDAÇÃO 

O Brasil encerrou 2023 com mais de 1,2 bilhão de contas bancárias ativas. De acordo com dados do Banco Central, o número é um recorde e representa um aumento de 14,2% em relação ao ano anterior. O levantamento aponta ainda que cada brasileiro tem, em média, 6 contas e que os bancos digitais foram responsáveis por 62% por novas aberturas. Apesar da adesão seguir alta, o número caminha para a estagnação, revelando uma tendência de que as fintechs precisam trabalhar para a consolidação e isto, segundo o especialista em tecnologia bancária, Luiz Maluf, aponta para a necessidade de investimentos em segurança.

“Nos últimos anos, a crescente popularidade dos bancos digitais trouxe consigo uma série de desafios de segurança cibernética. À medida que essas instituições se esforçam para atrair e manter clientes, os altos custos com medidas de segurança têm se tornado uma parte fundamental da operação. A necessidade de proteger dados sensíveis contra fraudes e ataques cibernéticos é uma prioridade absoluta, resultando em investimentos substanciais em tecnologia e infraestrutura de segurança”, destaca o consultor da dataRain.

Segundo Maluf, os investimentos em segurança são significativos e alguns bancos chegam a gastar até R$ 50,00 por cliente apenas no processo de onboarding digital e na qualificação da identidade. Porém, o valor pode aumentar consideravelmente quando levamos em conta os sistemas de segurança de perímetro e a detecção de movimentações suspeitas, necessários para monitorar constantemente os usuários.

“A maioria das fraudes ocorre no processo de onboarding, em que o usuário confirma sua identidade por biometria e envia sua documentação pessoal digitalizada. Outro ponto de atenção é na segurança das operações de pagamento instantâneas e na prevenção de fraudes em casos de furto de dispositivos ou roubo de identidade”, disse.

Maluf destaca que cerca de 90% dos recursos são destinados a softwares de biometria, segurança e APIs que acessam cadastros de órgãos como Serasa e Receita Federal, garantindo que os clientes sejam devidamente qualificados. “Apenas 10% do investimento é destinado ao pessoal, uma vez que muitos processos são automatizados”, aponta.

Para ele, o investimento tem retorno imensurável em termos financeiros diretos. “Para os bancos digitais, a perda de credibilidade pode ser catastrófica”, afirma Maluf. “A reincidência de eventos de segurança com uma única instituição financeira pode ser fatal, impactando a confiança dos clientes e a sustentabilidade do negócio.”

Maluf conclui que os investimentos são indispensáveis, principalmente em se tratar de um mercado altamente competitivo. “A tecnologia para evitar fraudes é abundante e totalmente disponível para bancos digitais ou tradicionais. O que não é opcional é deixar de utilizá-las. A segurança é um pré-requisito essencial para convencer usuários de bancos tradicionais a migrarem para plataformas digitais”, finaliza.

 

 

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