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Ansiedade, o uso de telas e a síndrome de “FOMO”

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02/06/2024 04h53 - Atualizado há 3 semanas Publicado por: Redação
Ansiedade, o uso de telas e a síndrome de “FOMO”

Nessa semana será falado sobre como a ansiedade se relaciona ao uso de telas e ambas levam a uma nova questão, a chamada “FOMO” (Fear Of Missing Out) ou “medo de perder” (tradução livre).

De início, pode-se entender-se a ansiedade como: uma preparação para um perigo real ou imaginário, portanto, se uma pessoa está sempre ansiosa, ela está sempre se preparando física e psiquicamente para esse perigo.

Ao inserir as “telas” (celulares, TV, computadores, tablets, redes sociais, etc.) nessa conta, se coloca um objetivo para essa preparação ansiosa. Ademais, após o enfrentamento do “perigo” de ver as telas, há uma resposta rápida de dopamina (hormônio que dá sensação de bem-estar) e a ansiedade cessa por um momento.

O problema é: que com o uso repetitivo e sem freio das telas, se cria um ciclo vicioso, pois a resposta e liberação de dopamina é muito rápida, e a baixa do hormônio e sua volta para o estado de ansiedade também são. Além disso, a pessoa não enfrentou o que realmente a deixava ansiosa, apenas substituiu  o problema com o uso das telas.

Isso leva a ansiedade a ser cada vez mais exagerada sobre situações do cotidiano e o que se acompanha virtualmente. Se cria uma necessidade de estar ligado às telas para que a ansiedade não passe o limite do suportável.

Por exemplo: olhar o celular a todo momento quando se está ansioso para garantir que não há nenhuma nova notificação. A notificação não é a questão, a causa é o outro que gera a notificação. Mas é quase insuportável esperar que o outro responda, então se olha a tela a todo a hora.

É nesse momento que entra a FOMO, uma síndrome que tem a ansiedade como principal sintoma. Em sua base há a sensação de que os outros estão vivendo situações gratificantes e o indivíduo que sofre da síndrome está sendo excluído. E, nesse caso, pelo uso das telas a pessoa poderia ser reintegrada, chamada ou colocada a par de alguma forma dessas situações boas e acolhedoras.

Há também os componentes sociais que levam ao surgimento da FOMO. A necessidade constante de busca por aceitação em grupos ou meios sociais (de amizade, classe social, familiares ou de trabalho, por exemplo) pode levar indivíduos exibir determinados comportamentos nas redes, como: postar fotos e vídeos, ou estar sempre disponível para ligações. Caso contrário, temem não ser aceitos nesses grupos e perderem essas boas experiências.

Alguns sintomas comuns de uma pessoa com FOMO são: inveja exagerada do outro, sensação de não estar vivendo o mesmo que os outros, sensação de que algo catastrófico irá acontecer caso não tenha acesso as telas, medo de estar sendo excluído socialmente, uso excessivo de telas, atitudes impulsivas, desatenção, insônia, ansiedade e angústia constantes.

Diante disso, é recomendada a terapia com um psicólogo, pois, assim é possível se entender quais são os reais gatilhos ansiosos e a causa do quadro ansioso. Fora isso, trabalhar o vício em telas e também as questões de autoestima e aceitação que ajudam a perpetuar a FOMO.

 

Psicólogo Matheus Wada Santos (CRP 06/168009)

Redes: @psi_matheuswada

Telefone: (16)99629-6663

Email: [email protected]

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