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Burnout: você já passou por isso?

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24/03/2024 05h27 - Atualizado há 3 semanas Publicado por: Redação
Burnout: você já passou por isso?

O conceito de “burnout” foi formulado em 1974 pelo psicanalista Herbert Freudenberger, com o objetivo de nomear o esgotamento decorrente das profissões de cuidado e de educação. Em 2022 ganha seu status de afetar a saúde mental também ao ser reconhecido pelo CID (Código Internacional de Doenças) 11ª edição.

E é reconhecido no Brasil como uma doença decorrente do trabalho desde 1999. E, desde 1974 se criaram instrumentos de medição e validação para o transtorno.

Assim, passa-se a entender que não é a atividade que leva ao burnout, mas, na verdade, a forma como o trabalho é organizado e a relação que o indivíduo tem com o mesmo. Por isso, costumeiramente o burnout é definido como uma manifestação psicológica de sintomas que ocorrem devido ao estresse crônico do trabalho. Não se estendendo para atividades não relacionadas ao campo do trabalho.

Além disso, tem três dimensões: a exaustão emocional (esgotamento de recursos emocionais e físicos), a despersonalização e o cinismo (reações distantes ou negativas das pessoas que deveriam receber os serviços e cuidados) e a baixa realização pessoal (sentimentos de incompetência e de perda de produtividade).

Há algumas situações no trabalho que podem levar ao burnout, como: excesso de demanda, situações de risco, insegurança psicológica, assédios e relações tóxicas com colegas e gestores.

E, uma vez instalado o transtorno, ele pode ser identificado através de alguns sintomas que aparecem com alta frequência, como: cansaço físico e mental, dores musculares e enxaquecas, tremores, arritmia, insônia, mudanças bruscas de apetite, mudanças nas rotinas intestinais, problemas de concentração e na memória, irritabilidade, isolamento, sentimentos de fracasso, insegurança, incompetência, ansiedade e depressão, ausências no trabalho, entre outros.

Ressalta-se que o diagnóstico deve ser feito a partir de uma análise contextual e de sintomas com um profissional da área da saúde mental. No caso, um psicólogo ou psiquiatra.

Ademais, o burnout deve ser sempre tratado por um psicólogo e, quando necessário, por meio de medicamentos indicados por um psiquiatra (para ajudar nas questões de sono, energia e humor). Pois o psicólogo irá identificar, orientar e tratar o transtorno de melhor forma.

Já que nesses casos, mudanças de hábitos, no estilo de vida e no ambiente de trabalho são fundamentais para uma melhora. E um psicólogo pode ajudar encontrar as formas de atingi-las.

 

Matheus Wada Santos

CRP 06/168009

@psi_matheuswada

(16)99629-6663

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