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Chemsex, uma prática viciante e perigosa

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09/06/2024 05h44 - Atualizado há 1 semana Publicado por: Redação
Chemsex, uma prática viciante e perigosa

O “chemsex” ou “sexo químico” (tradução livre) se refere ao uso de drogas psicoativas (que alteram a consciência) antes ou durante atividades sexuais com objetivo de iniciar, prolongar, intensificar ou facilitar as experiências. No entanto, a prática apresenta diversos riscos à saúde e à mente.

E a prática vêm se espalhando pelo Brasil. Essas substâncias estimulam a maior liberação de dopamina e a serotonina, hormônios relacionados ao prazer e relaxamento.

Algumas das substâncias mais comuns durante o chemsex são: álcool, GHB (gama-hidroxibutirato), metanfetaminas (cristal ou tina), cocaína, cetamina e poppers (vasodilatadores). Cada um apresentando seu risco específico.

O álcool, por exemplo, interfere na libido, pode levar a impotência, agressividade, e em altas quantidades impede o consentimento das partes envolvidas durante o ato. Já o GHB (ou “ecstasy líquido”) tem ação alucinógena. Com efeito anestésico, pequenos erros na dose podem decorrer em amnésia, perda de movimentos, desmaios e morte.

A metanfetamina resulta em excessos de raiva, problemas de julgamento, sensação de onipotência, humor deprimido e enfartes. Já a cocaína se converte em agressividade, ansiedade e depressão, alucinações, perda de memória, danos neurológicos e convulsões.

A cetamina sucede em alucinações, sedação, euforia, amnésia, está relacionada a episódios de agressividade, baixas respiratórias, depressão e danos urológicos. Enquanto os poppers são drogas de inalação e efeito rápido, consumidos cada vez em maior quantidade. E suas consequências são tonturas, dores de cabeça, reações alérgicas e respiratórias.

Devido aos fatores citados, o chemsex está ligado ao aumento de transmissão de IST’s (Infecções Sexualmente Transmissíveis), pois, sob o efeito dessas drogas é mais comum que os indivíduos apresentem comportamentos sexuais de risco (como não usar preservativos). E, além disso, há questões de saúde mental envolvidas, como o desenvolvimento de quadros de ansiedade, depressão e surtos psicóticos. Também há o risco de overdose (devido às ressacas e abstinências) e morte por comorbidades ou misturas de substâncias.

É importante notar que, normalmente, o chemsex pode ocorrer quando os participantes já estão viciados em uma substância e ela se torna necessária para a convivência diária ou quando há uma busca por prazer exagerado e relaxamento, pois consideram que a relação sexual é algo tabu ou que gera ansiedade e desconforto.

Em todos os casos, o auxílio de um profissional da saúde, como um psicólogo, pode ser muito vantajoso. Seja para tratar do vício em drogas, de disfunções sexuais, ou para levar a pessoa melhor entender suas questões sexuais e de comunicação com os parceiros.

 

Psicólogo Matheus Wada Santos (CRP 06/168009)

Redes: @psi_matheuswada

Telefone: (16)99629-6663

Email: [email protected]

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