Na manhã desta segunda-feira (2), por volta das 8h45, a Guarda Municipal foi acionada via CCO após solicitação do Hospital Municipal Dona Hermínia Morganti, em Ibaté, devido a um desentendimento envolvendo um paciente e o médico plantonista da unidade.
Segundo informações repassadas pela administração do hospital, um homem estaria em estado alterado, proferindo ofensas verbais contra o profissional de saúde e funcionários. O médico manifestou interesse em registrar ocorrência policial em razão dos fatos.
Durante patrulhamento nas imediações do hospital, a equipe da Guarda Municipal localizou um indivíduo com as características informadas e realizou a abordagem. Questionado, o homem relatou que estaria passando mal desde o dia anterior, com quadro de diarreia, e que atua na varrição de vias públicas, atividade que, segundo ele, teria agravado sua condição de saúde pela dificuldade de acesso a banheiros durante o trabalho.
Ainda conforme o relato do paciente, ele procurou atendimento médico e solicitou a emissão de atestado, porém afirmou que não teria sido ouvido adequadamente pelo médico, que teria negado o documento e utilizado palavras ofensivas, o que resultou em uma discussão com troca de ofensas verbais. O homem também alegou que, ao solicitar uma declaração de comparecimento na recepção, o médico teria reiterado a negativa na presença de outras pessoas, além de supostas ameaças verbais. Após o ocorrido, ele afirmou ter deixado o local para evitar novos conflitos.
Em contato com a equipe, o médico informou que realizou a avaliação clínica do paciente e que não constatou qualquer condição que justificasse a concessão de atestado médico. Segundo ele, após a negativa fundamentada, o paciente passou a se exaltar, proferindo ofensas verbais e ameaças, inclusive com palavras de baixo calão, causando transtornos ao atendimento da unidade.
Diante da divergência entre as versões apresentadas e da manifestação do médico em representar criminalmente, ambas as partes foram conduzidas à Delegacia de Polícia Civil de Ibaté, onde foi registrado boletim de ocorrência e colhidos os depoimentos. As providências cabíveis ficaram a cargo da Polícia Civil e do Poder Judiciário.
