Violência urbana

DIG esclarece execução na Estrada do Broa

Petrucio foi encontrado morto na região da Estrada do Broa/Redes sociais

Em entrevista ao repórter Pedro Maciel, da Rádio São Carlos FM, o delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Carlos, João Fernando Baptista, detalhou a investigação que levou à prisão preventiva de um comerciante apontado como autor da execução de Petrúcio Alves dos Santos Junior, de 27 anos, encontrado morto na região da Estrada do Broa, na divisa entre São Carlos e Itirapina.

Segundo o delegado, a investigação começou em 21 de março, quando o corpo da vítima foi localizado em uma estrada de terra próxima à SPA-149, com diversas perfurações provocadas por disparos de arma de fogo. O cadáver também apresentava sinais de tentativa de incêndio, numa possível tentativa de dificultar a identificação e a investigação do crime.

Petrúcio havia chegado a São Carlos cerca de três meses antes, vindo de Alagoas. De acordo com a investigação, ele mantinha um relacionamento com uma mulher que havia terminado recentemente um relacionamento. Na madrugada do crime, após uma discussão envolvendo a mulher, Petrúcio teria entrado em luta corporal com o ex-companheiro dela.

Ainda segundo o delegado, o comerciante de 36 anos, chegou ao local em seu veículo e levou Petrúcio. Cerca de 15 minutos depois, a vítima foi executada com diversos tiros na região da cabeça.

Ao longo de aproximadamente seis meses, investigadores da DIG reuniram informações, ouviram testemunhas e analisaram imagens e outros elementos que, segundo Baptista, colocaram o comerciante na cena do crime.

Armas apreendidas

Em 16 de setembro, policiais da DIG cumpriram mandado de busca na residência do comerciante, no Jardim Tangará, durante a chamada “Operação Bom Dia Tangará”. Ele foi preso temporariamente e negou participação no homicídio.

Durante as buscas, porém, foram apreendidas uma pistola calibre .380 e um revólver calibre .38, além de munições de diferentes calibres. Segundo o delegado, os calibres das armas eram compatíveis com os disparos encontrados no corpo da vítima.

Também foram apreendidos cerca de 161,2 mil cigarros de origem paraguaia, dois celulares, aproximadamente R$ 260 em dinheiro e outros materiais. As armas e demais itens foram encaminhados para análise pericial.

Prisão preventiva

Com a conclusão das investigações e os laudos periciais anexados ao inquérito, o acusado foi indiciado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

A DIG representou pela prisão preventiva e o pedido foi aceito pela Justiça Criminal. O acusado, que já estava preso, foi transferido na semana passada para o Anexo de Detenção Provisória (ADP) de Araraquara, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Durante a entrevista, o delegado afirmou que a investigação reuniu elementos que, na avaliação da Polícia Civil, apontam o comerciante como responsável pela execução e também pela tentativa de ocultar o corpo da vítima.

“Foi uma execução sumária”, afirmou Baptista ao repórter Pedro Maciel. Segundo o delegado, o comerciante deverá permanecer preso até o julgamento do caso.

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