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Audiência pública discutirá situação do Hospital Escola

12/06/2013 00h14 - Atualizado há 11 anos Publicado por: Redação
Audiência pública discutirá situação do Hospital Escola

Os vereadores Cidinha do Oncológico (PHS) e Lineu Navarro (PT), respectivamente presidente e vice da Comissão Parlamentar da Saúde, confirmaram que a Câmara deve realizar, dentro de 15 dias, uma audiência pública para discutir a situação do Hospital Escola “Professor Horácio Carlos Panepucci” (HE). Os vereadores pretendem convocar os representantes da Organização Social (OS) Sahudes, gestora do HE, da Prefeitura, da Secretaria Estadual da Saúde, do Conselho Municipal de Saúde, entre outros, para discutir temas relacionados à proposta de federalização do hospital, possível instalação do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) na unidade e a questão de repasses de recursos da Prefeitura, que complementam a manutenção do HE.

“Estamos convocando os atores envolvidos nesse processo para refletirmos e buscarmos soluções para essas questões do Hospital Escola, afinal de contas é o atendimento à população que está em jogo”, disse o vereador Lineu Navarro. A audiência deve acontecer na quinta-feira (20).

 

DEBATES – O presidente da Câmara, Marquinho Amaral (PSDB), teceu duras críticas ao reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Targino de Araújo Filho, sobre as declarações do reitor à imprensa, informando sobre a situação financeira do HE. Na edição do último sábado (8), Targino revelou à reportagem do Primeira Página que a Prefeitura deixou de repassar R$ 1,6 milhão à Sahudes. “A cada eleição, temos um novo capítulo da novela Hospital Escola. Um investimento de R$ 70 milhões precisa se tornar hospital de fato”, disse Marquinho. “A gestora do Hospital Escola tem relações próximas com integrantes do PT. O reitor, no alto da sua arrogância, não tem autoridade para falar do Hospital Escola, pois virou as costas aos estudantes do curso de Medicina, que reivindicavam melhores condições ao curso”, completou.

Walcynir Bragatto (PT) condenou o que considera “desmonte de projetos e enfrentamento político” nesse impasse criado entre Sahudes e Prefeitura para o repasse de recursos. “Não podemos interromper projetos em detrimento de troca de poderes administrativos. A Prefeitura precisa rever suas atitudes e encontrar o seu eixo administrativo”, disse Bragatto.

“São Carlos pode perder R$ 40 milhões do Ministério da Saúde em equipamentos para o Hospital Escola. Há 10 anos, a cidade possuía 220 leitos hospitalares para internação e por causa dessa picuinha política rasteira e retrograda não conquistamos avanços”, salientou o vereador do PV.

Bragatto disse que reuniu documentos que comprovam atitudes, na opinião dele, consideradas “truculentas e grosseiras” de integrantes do governo Altomani em uma ação no HE. O vereador prometeu revelar detalhes dos documentos, em coletiva à imprensa, na manhã desta quarta-feira, 12.

 

LDO – A Câmara de São Carlos adiou a votação do projeto que estabelece as Diretrizes Orçamentárias para 2014. O projeto, que seria votado em dois turnos, será analisado pelos vereadores em duas sessões extraordinárias, nos dias 17 e 28 de junho, ambas às 15h.

Os vereadores decidiram pelo adiamento do projeto de lei do vereador Lineu Navarro (PT), que propõe regulamentar medidas de segurança a serem adotadas por agências bancárias e estabelecimentos comerciais com sistema de autoatendimento bancário na cidade. Roselei Françoso (PT) solicitou o adiamento do projeto por duas semanas.

Os demais projetos foram aprovados pelos parlamentares. O que autoriza o Poder Executivo a abrir crédito adicional suplementar na Secretaria Municipal de Educação no valor de R$ 510 mil. Um crédito adicional destinado à Procuradoria Geral do Município em R$ 10 mil também foi aprovado. O mesmo aconteceu com o projeto que concede auxílio e subvenção ao Centro de Tradições Sertanejas (CTS) em R$ 10 mil, que abre créditos suplementar e adicional na Secretaria de Serviços Públicos, totalizando R$ 39 mil. A Prefeitura enviou projeto de abertura de crédito adicional para a Secretaria de Cidadania e Assistência Social de R$ 224,6 mil e de concessão de auxílio e subvenção à Sociedade Presbiteriana de Assistência Social, no total de R$ 74,9 mil.

 

SERVIDORES – Em regime de urgência, os vereadores aprovaram um projeto de lei da Prefeitura, que autoriza a concessão de R$ 122 aos servidores concursados da administração pública. O projeto fazia parte da pauta de reivindicações do Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos de São Carlos (Sindspam).

A Câmara aprovou o projeto de lei que abre crédito suplementar ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de R$ 530 mil. A verba será destinada a obras de manutenção das redes de água e esgoto e para a propaganda institucional da autarquia. Houve a aprovação do projeto que destina recursos à Mitra Diocesana de São Carlos de R$ 85,8 mil. O dinheiro será utilizado na reforma da Igreja Santo Antônio. Os vereadores aprovaram projetos de concessão de subvenções às associações de futsal, voleibol e atletismo e que altera os dispositivos de uso diversificado da Zona Oeste de São Carlos.

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