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Azuaite qualifica como ‘lastimável’ atual cenário da cultura na cidade

Para vereador, setor enfrenta grande retrocesso, que não condiz com potencial da "Capital da Tecnologia"

21/02/2024 15h12 - Atualizado há 2 meses Publicado por: Redação
Azuaite qualifica como ‘lastimável’ atual cenário da cultura na cidade

O vereador Azuaite Martins de França, em pronunciamento na sessão plenária da Câmara nesta terça-feira (20), qualificou como “lastimável o que atualmente acontece em termos de arte e cultura na cidade de São Carlos”. No seu entender, o setor enfrenta um grande retrocesso, que não condiz com o potencial da “Capital da Tecnologia”.

Azuaite indagou quantos livros a Biblioteca Municipal adquiriu no ano passado, como é o seu funcionamento, quem é seu diretor e seu grau de conhecimento para trabalhar ali. E fez um paralelo com a biblioteca pública de Araraquara: “Vamos ver o que é bom e funciona em outro lugar para aplicar aqui”.

Também mencionou a situação do Teatro Municipal “sem ar condicionado, sem cadeira, com o assoalho afundando e nem reforma se faz”. Citou que no passado São Carlos sediou festivais de teatro, “mas hoje não temos mais nada no teatro amador”.

“Tínhamos festival de cinema, hoje não temos, as mostras de cinema são da UFSCar ou da Aliança Francesa, que com todo esforço faz alguma coisa pelo cinema na cidade de São Carlos”, acrescentou, depois de lembrar que no passado a cidade foi conhecida nacionalmente pelas realizações nos setores de arte e cultura e também possuía núcleos de ensino fundamental e médio que atraíam estudantes de várias partes do país.

Outro aspecto que apontou em sua fala foi a não reconstrução de uma ponte no acesso à Usina do Monjolinho, a primeira usina hidrelétrica do estado e a segunda do país. A Usina está hoje sob a responsabilidade da CPFL que ali instalou um Museu que foi relegado ao abandono. “Hoje a Prefeitura, com um orçamento de R$ 1,5 bi não tem dinheiro para construir uma nova ponte”.

Lembrou que a CPFL chegou a comemorar o centenário da Usina, mas abandonou o museu “onde hoje não trabalha ninguém, está tudo aberto, tudo arrebentado”.

“Dá vergonha de ser vereador em São Carlos ou participar do governo de São Carlos e ver que o Executivo ignora, desrespeita, debocha da tradição da cidade”, acrescentou.

Azuaite também apontou como exemplo de falta de preservação da história e da cultura o desaparecimento da estátua do fundador da cidade, Jesuíno de Arruda, arrastada por uma enchente e nunca mais recuperada. “A identidade de um povo é sua cultura e São Carlos não a preserva”, comentou, depois de revelar que insere imagens de obras clássicas em sua agenda de trabalho, provocando espanto de interlocutores ao deparar com O Nascimento de Vênus, de Botticelli, e a reprodução do afresco A Criação de Adão, de Michelangelo.

 

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