Violência doméstica

Presidente da Câmara Lucão Fernandes cobra ações firmes contra o feminicídio

O presidente da Câmara Municipal de São Carlos, Lucão Fernandes, usou a tribuna nesta terça feira para manifestar indignação diante de mais um caso de feminicídio registrado na região. O crime ocorreu no último sábado, em Boa Esperança do Sul, onde uma mulher foi brutalmente assassinada, reforçando um cenário de violência que, segundo o parlamentar, “insiste em se repetir e não pode mais ser tratado como estatística”.

Durante o pronunciamento, Lucão destacou que cada novo caso representa uma vida interrompida e uma família destruída, além de evidenciar a urgência de respostas mais firmes do poder público e da sociedade. “Não se trata de um fato isolado, mas de uma realidade alarmante que exige responsabilidade institucional e ação concreta”, afirmou.

O presidente da Câmara também parabenizou a vereadora Raquel Auxiliadora, que participou de uma caminhada contra o feminicídio em Boa Esperança do Sul. Para ele, a presença de representantes do Legislativo em atos públicos de conscientização é fundamental para demonstrar compromisso e proximidade com a população. “Gestos como esse mostram que o poder público está atento e engajado nessa luta”, ressaltou.

Lucão citou dados do Anuário da Segurança, da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, do ano de 2025 em que aponta o agravamento da violência contra a mulher. Entre os números apresentados, destacam-se:

  • 63,6% das vítimas de feminicídio são mulheres negras;
  • 70,5% têm entre 18 e 44 anos;
  • 8 em cada 10 foram mortas por companheiros ou ex-companheiros;
  • 64,3% dos crimes ocorreram dentro de casa;
  • 97% dos autores são homens.

Ao trazer os dados, o parlamentar reforçou que o problema não diz respeito apenas às mulheres. “Aqui em São Carlos, reafirmo: esse tema é de nós, homens. Precisamos assumir nossa responsabilidade, romper com a omissão e agir com austeridade”, declarou.

Encerrando a fala, Lucão Fernandes defendeu que o feminicídio seja enfrentado como uma falha coletiva e um dever urgente do Estado e da sociedade. “Não podemos normalizar o inaceitável. É preciso dizer basta — e dizer basta com ações, políticas públicas e debate permanente”, concluiu.

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