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Sposito diz que Descalvado está abandonada

14/02/2013 10h21 - Atualizado há 11 anos Publicado por: Redação
Sposito diz que Descalvado está abandonada

A cidade de Descalvado está em compasso de espera para definir quem assume a Prefeitura já que o processo eleitoral iniciado em julho de 2012 não resultou em um nome para o comando do município.

 

Descalvado continua sendo governada pelo prefeito interino Anderson Aparecido Sposito (DEM), que assumiu em 1º de janeiro a presidência do Legislativo e na subsequência o cargo de prefeito até que a Justiça Eleitoral defina se aceitará os votos de Luis Antônio Panone (PPS) para prefeito ou convoca uma nova eleição (leia abaixo o imbróglio da eleição de Descalvado).

Descalvado tem 31.056 habitantes e desses 25.045 são eleitores. Sposito foi eleito vereador em Descalvado pelo partido Democratas, na coligação “Por um Descalvado Melhor”, com 483 votos, que equivalem a 2,57% do total válido.

Em entrevista ao Primeira Página, Sposito fala das dificuldades em governar o município, da falta de recursos e da indefinição política que está instalada em Descalvado com o processo eleitoral ainda inacabado, o que colocou a cidade em crise.

 

Primeira Página – Como o senhor analisa a experiência em comandar a cidade nesses mais de trinta dias?

Anderson Aparecido Sposito – Para comandar uma cidade não é fácil, ainda mais na situação encontrada a nossa prefeitura, abandonada e em crise.

 

PP – O senhor terá uma postura diferenciada ao voltar para o Legislativo diante da realidade vivida como prefeito. O tom da crítica e do elogio mudará?

Sposito – Essa pergunta não posso responder, pois não sei quando volto e se volto.

 

PP – Nesse mês o que o senhor analisa como a ação mais importante realizada em sua administração?

Sposito – Uma das coisas mais importantes foi o repasse da Santa Casa de 30%, em relação ao governo anterior.

 

PP – Qual foi o maior problema encontrado pelo senhor para administrar a cidade?

Sposito – Falta de recursos financeiros, frota sucateada, contas a pagar e falta de remédio.

 

PP – Como foi a montagem do secretariado, o senhor reuniu membros da equipe do governo passado?

Sposito – A montagem dos secretários foi de acordo com a capacidade profissional, não vendo o lado político.

 

PP – O senhor tem ideia do período que irá se manter como prefeito interino?

Sposito – Isso depende somente do posicionamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)

 

PP – Caso haja uma nova eleição municipal, o senhor estaria predisposto a ser candidato?

Sposito – Sim, mas dependemos de pesquisas para saber se há alguém do grupo com intenção de voto melhor.

 

PP – Como o senhor avalia a relação com a com a volta do Legislativo?

Sposito – De minha parte será a mais profissional possível, independente de partido político.

 

PP – O senhor criou alguma meta para atingir nesse período como prefeito? Pretende deixar algum marco na cidade?

Sposito – Sim e gostaria de primeiramente limpar a cidade, que está realmente muito suja e abandonada; segundo procurar atender todos os direitos que os cidadãos têm perante o município, que está em crise. E deixar alguns marcos, acredito que já consegui por ser o prefeito mais jovem da história e por doar R$ 1.266,00 (que corresponde ao salário), para as entidades até o final do meu mandato.

 

ENTENDA O CASO

Eleitores aguardam decisão do TSE sobre votação para prefeito

 

 

A Justiça Eleitoral aguarda a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre recurso de José Carlos Calza, do PSDB, que recebeu nas urnas o maior número de votos – foram 9.757 – em 7 de outubro, contudo, foi impedido de registrar a candidatura pela decisão baseada na Lei da Ficha Limpa. Calza teve as contas da Prefeitura desaprovadas pelo Tribunal de Contas Estadual e pela Câmara de Vereadores, referentes ao exercício de 1995. Elas foram caracterizadas pela Justiça Eleitoral como atos dolosos de improbidade administrativa e “insanáveis”.

Já o ex-prefeito que em 2012 concorreu à reeleição, Luis Antônio Panone (PPS), obteve 8.615 votos nas urnas. Ele acabou não sendo diplomado em 6 de dezembro por conta de um processo que ainda corre no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que levantou suspeita por compra de voto através de uma cesta básica. Panone se defendeu dizendo que caiu em uma armadilha.

Contudo, o relator do caso, juiz eleitoral do TRE, Paulo Hamilton, disse: “Assim, de rigor o reconhecimento do cerceamento de defesa dos recorrentes e, consequentemente, da nulidade da sentença” a decisão ocorrida em 12 de dezembro. Entretanto, o processo não retornou para Descalvado e continua no TRE para nova apreciação para confirmar ou anular a decisão do juiz eleitoral.

 

 

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