COLUNA

TORPEDOS – 01/02/2026

PRESTAÇÃO DE CONTAS (COM RECIBO E CAPA)

Ontem foi a vez de Raquel Auxiliadora (PT) dar entrevista à São Carlos FM e deixar claro: no mandato dela, prestação de contas não é promessa, é rotina. Todo ano tem revista, balanço e transparência. Tem vereador que foge de relatório como gato foge de banho. Com ela, é diferente!

 

MANDATO COLETIVO

A vereadora do PT fez questão de lembrar que mandato não se faz sozinho. Assessores, estagiários e equipe toda no crédito. Em tempos de política solo, Raquel prefere banda completa — com backing vocal e tudo.

 

OPOSIÇÃO, MAS PRODUTIVA

Segundo Raquel, mesmo batendo de frente com a Prefeitura, seu mandato entregou a lei do luto materno, a inclusão da violência política de gênero no Código de Ética, o fortalecimento da Procuradoria da Mulher e até o Dia do Choro e o Festival de Inverno. Ou seja: brigou, fiscalizou… e produziu.

 

PRÉ-CANDIDATURA

A parlamentar confirmou sua pré-candidatura a deputada federal e ainda deu aula de coeficiente eleitoral. Explicou que ninguém se elege sozinho e que voto é em projeto, não só em santinho. Aula grátis que não passa na TV aberta.

 

SOBRE A GESTÃO MUNICIPAL

Na avaliação de Raquel, o problema da Prefeitura não é falta de dinheiro — é falta de planejamento e organização. Segundo ela, tudo vira emergência, tudo é improviso. Gestão no modo “depois a gente vê” costuma dar problema antes do “depois”.

 

ANO DA ZELADORIA (E DO PEDIDO TAMBÉM)

Depois que o prefeito Netto Donato (PP) anunciou que 2026 seria o ano da zeladoria — com recursos aprovados na Câmara — surgiu um fenômeno curioso: uma enxurrada de releases de vereadores pedindo limpeza aqui, capinação ali, varrição acolá. Se pedido limpasse cidade, São Carlos já brilhava mais que piso encerado.

 

SELO COM PATINHA

O vereador Malabim (PRD) protocolou projeto que cria a certificação “Escola Parceira dos Animais”, voltada a instituições que promovam respeito, proteção e bem-estar animal. Iniciativa daquelas que não mordem, não arranham e ainda rendem pontos com a consciência — e com os bichinhos.

 

BATEU A META… E PASSOU

A Câmara Municipal mostrou serviço. Em tramitação comum, aprovou projetos do Executivo, decreto e lei. Em regime de urgência, mais decretos, moções e requerimentos. No pacote do dia: 289 proposições apresentadas. Se papel valesse ponto no Enem, tinha vereador garantindo vaga na USP — ou na UFSCar, claro.

 

REFORÇO PRO RAFINHA

Márcia Cristina Alves da Silva Xavier foi nomeada diretora do Departamento de Cadastro de PCD da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Paradesportos. Cargo longo, nome completo e responsabilidade à altura. Agora é trabalho — e a coluna deseja boa sorte.

 

CHUVA NÃO TIRA FOLGA

O Comitê de Apoio a Desastres, sob a batuta do assessor especial João Muller, teve uma sexta-feira puxada. Prefeitura e SAAE colocaram equipes na rua para limpeza, interdições e contenção dos estragos causados pelas chuvas. Enquanto uns reclamam do tempo, outros arregaçam as mangas.

 

FATEC VEM AÍ (AGORA COM CEP DEFINITIVO)

Depois de anos em instalações provisórias, o prédio da Fatec São Carlos finalmente começa a sair do papel. Reunião no Centro Paula Souza alinhou projeto executivo, cronograma e detalhes técnicos. Se tudo correr como previsto, a obra será licitada no segundo semestre e o improviso vira passado.

 

R$ 50 MILHÕES

Com investimento estimado em R$ 50 milhões do governo do Estado, o novo prédio promete salas, laboratórios, biblioteca, quadra e tecnologia de sobra. Roselei Françoso (MDB) garante que os recursos estão assegurados e o cronograma definido. Agora é torcer para que a obra ande no ritmo da expectativa — e não no tempo da promessa.

 

PRAÇA CARECA

Em Ribeirão Bonito, a Praça Richard Luiz Artali acordou diferente: cadê as árvores? Décadas de sombra, história e passarinho migratório foram substituídas por tocos e indignação. Tinha castanheira, tinha cedro ameaçado de extinção… agora só tem pergunta no ar.

 

LAUDO INVISÍVEL

Segundo informações repassadas à coluna, a justificativa teria sido “risco à segurança”, mas o laudo técnico ninguém achou. O Meio Ambiente diz que não viu, moradores dizem que não viram, e os troncos no chão também não mostram doença nenhuma. Agora o caso vai parar no Ministério Público. Quando o documento não aparece, a investigação aparece rapidinho.

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